A décima primeira edição do "Big Brother Brasil" vem repleta de novidades, pelo menos é o que diz a Globo. Mas antes de falar dos brothers quero destacar um trecho de um texto que já há algum tempo postei aqui no blog. Aí vai o link: http://silviojornalista.blogspot.com/2009/01/o-vai-e-vem-do-consumo.html “Em um contexto pós-moderno, nós passamos a experimentar situações que provavelmente não teríamos contato se não fosse o papel da mídia em nossas vidas”
A mídia, quase sempre a televisão, tem nos imposto situações e comportamentos que aparecem em quase tudo que vivemos. E o mais inusitado é que na maioria das vezes vivemos experiências cotidianas achando que elas são somente obra de nossos anseios, que nasceram de nossas mais profundas, reais e naturais necessidades. Ledo engano.
O fato é que de uma maneira ou de outra a grande mídia nos impõe padrões de beleza, de comportamento, etc. Ela dita até mesmo nossos ideais.
A garotinha aos 13 anos faz de tudo para parecer com a Sirí, do BBB7, para isso encara até o bisturi. O cara de 15 já está malhando feito louco para ficar sarado e como o Dourado, se precisar, pode ter certeza, ele vai recorrer aos anabolizantes.
Se você não tem a mesma aparência dos caras da TV, se não tem um carro do ano, dinheiro no bolso, se não toma guaraná antártica, celular com tecnologia 3G, se não tem lap top, se não tem toda a parafernália tecnológica anunciada durante as exibições do programa. Esqueça. Você é mais um dos “barrados no baile” como canta Edson Gomes (representante do reggae baiano).
Quantas pessoas estão vivendo sem anseios próprios, sem sonhos, quantas pessoas guiadas pelo Pânico na TV, Big Brother Brasil e todo o resto da programação (no pior sentido da palavra) dos canais abertos ou dos por assinatura, quantos estão se desiludindo com a vida?
Anorexia, bulimia, síndrome do pânico, fobias das mais diversas, suicídios, etc, etc, etc. Chega! Agora é hora de tomarmos nossas vidas de volta, é hora de vivermos nossos próprios sonhos e não os dos brothers da TV. Tornar solidas, outra vez, nossas relações, sejam elas amorosas ou fraternais. Que nossas experiências sejam frutos de nossas próprias vontades. Sei que não poderão ser totalmente livres de influencias externas, mas lutarei o máximo que puder por essa tal liberdade.
Eu não preciso ter o corpo igual ao brother que ganhou 1 milhão de reais, nem preciso ter o carro que apareceu na telinha da globo. Não dou a mínima para a opinião do Bial. Não gostaria de participar de todo aquele glamour, aquela badalação toda não me interessa. Os 15 minutos de fama não poderiam me fazer feliz. Eu não preciso ser um Brother.
