4 de janeiro de 2009

Que dureza...

Por incrível que pareça ainda existem pessoas que acham que as notícias são sempre imparciais e dignas de credibilidade, sejam elas veiculadas por jornais, revistas, ou noticiários de TV. Mas só bastam dois ou três neurônios para saber que a notícia não passa de uma versão dos fatos. As produções jornalísticas dependem de muitos fatores, como por exemplo, a linha editorial do veiculo de comunicação onde a notícia foi produzida, das condições de trabalho a qual o jornalista foi submetido, o tempo que ele teve para escrever a notícia, as pré-noções do próprio jornalista e muito mais.

São tantas as situações que esses formadores de opinião passam que se torna impossível falar de todas. Para ter uma boa idéia de como a coisa fica feia para o profissional de imprensa farei um breve quadro do tipo de pressão que um jornalista pode enfrentar. Vou me deter somente aos casos de violência contra os profissionais de jornalismo, ok?

Há alguns anos o México tem sido considerado o país mais perigoso para Jornalistas desempenharem sua profissão. Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) 7 jornalistas já foram mortos só em 2008. Nesse país existem verdadeiras guerras entre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas do tráfico de drogas para os Estados Unidos e quem de alguma maneira se coloca no caminho desses cartéis termina morto mesmo.

Já no Brasil quem não se lembra do assassinato do Jornalista Tim Lopes? E ainda em 2008, o episódio vivido por uma equipe de repórteres do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que, instalados na favela do Batan, Realengo, onde investigavam a atuação das milícias que agem no local, foram seqüestrados, torturados e mantidos em cárcere privado. Ou no Iraque onde um grupo de homens armados seqüestrou um repórter britânico da CBS e seu intérprete iraquiano na cidade de Basra, cerca de 590 quilômetros ao sul de Bagdá.

Estes são alguns dos acontecimentos que o jornalista está suscetível. E aí, deu para perceber como é forte a pressão que esse tipo de profissional pode sofrer? Diante desse quadro será que alguém ainda ache que a notícia é realmente imparcial, que não sofre nenhum tipo de influencia, seja influencia por parte de políticos, donos de veículos de comunicação, cartéis de traficantes, milícias, fator tempo etc.?Tire suas próprias conclusões.
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2 de janeiro de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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1 de janeiro de 2009

Quem matou Hillary e Obama?

No início do ano passado, o artista plástico Yazmani Arboleda apresentou na cidade de Nova York as exposições "O assassinato de Barack Obama" e "O Assassinato de Hillary Clinton". A exposição era composta por fotografias, pinturas e instalações tridimensionais de teor bastante ousado que continham referências a episódios como aquele onde Clinton e a estagiaria Lewinsky protagonizavam momentos picantes, além de uma obra que mostrava um grande pênis negro com o nome de Obama. Para o artista a exposição não era agressiva e não justificava tanta revolta. Depois de ser despejado de uma galeria, interrogado pela polícia e finalmente censurado, o artista ainda incomoda eleitores que, para ele, não entendem sua crítica. A polícia exigiu que se retirasse a palavra “assassinato” do nome das mostras. E assim ele o fez.

Será que toda essa polêmica que envolve essas mostras tem raízes somente no puritanismo americano, ou será que os Estados Unidos realmente têm medo (ou será que querem?) que eles (Obama e Hillary) sejam mortos?

A corrida eleitoral de Hillary (quando ainda estava na disputa) e Obama nos mostrou um grande salto que as minorias deram rumo à igualdade. Ela foi a primeira mulher a ter chances reais de concorrer ao cargo, enquanto o ex-senador foi o primeiro negro a disputar e vencer a corrida pela Presidência dos Estados Unidos.

Até quando o mundo tem que conviver com esse “jeitinho americano” de ser?
Esse jeitinho que é marcado pelo medo, preconceito, falso moralismo e pela segregação, que hoje é menos evidente, porém é viva.

Na verdade quem matou Hillary e Obama não foi o artista que teve sua criatividade e opinião tolhidas, mas o próprio povo americano que ainda não entendeu que o diferente também é bom, que a pluralidade é que faz uma democracia verdadeira. Onde já se viu uma democracia que censura seus artistas?

Viva a diversidade de opiniões.Viva minha opinião.Viva sua opinião.Viva a liberdade.
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23 de dezembro de 2008

Um ponto para recomeçar

Sabe aquela sensação de estar sendo apertado por todos os lados? É assim que estou me sentindo hoje. Sei lá, é como se algo não estivesse completo. Como um texto que precisa ser reescrito.

Então, deve ser este o motivo que me fez acordar assim, meio saudosista, lembrando das brincadeiras de criança, dos vendedores de algodão doce passando na minha rua, de quando eu empinava Pipa, brincava de pião com a garotada em frente de minha casa, do futebol que sempre terminava em confusão, de quando só o seriado Chaves era capaz de me deter na frente da TV. Também senti uma saudade louca do meu pai.

Esse processo de resgate do passado começou de uma maneira bem estranha, meio sem querer. Enquanto navegava na net pude perceber um paralelo entre o espaço virtual e minha própria vida.

No espaço real existem coisas que me remetem a lembranças só minhas, que interessam somente a mim: Cheiros, sensações, lugares etc., momentos que foram diretamente influenciados, modificados ou somente vividos por mim, ou seja, de alguma maneira existem pontos na minha memória que quando acessados remetem a passagens da minha vida que me fizeram ser quem eu sou hoje ou até mesmo, que poderão fazer-me diferente do que me tornei.

No Hipertexto, plataforma a qual se agregam outros conjuntos de informação em forma de textos, imagens ou sons, cujo acesso se dá através dos links, que, assim como na vida, me levam a lugares que interessam somente a mim, ou seja, esses caminhos digitais me levam a destinos que foram produzidos(Textos, por exemplo), ou percorridos por mim, esses caminhos são vivenciados de forma tal que as informações passam a ser absorvidas, reeditadas, reafirmadas, contestadas ou somente percebidas por mim.

Minhas experiências vividas no ambiente real e também no virtual me propiciam fazer uma constatação: Nada é definitivo ou está livre da possibilidade de ser modificado. À medida que o dia é vivido vai se configurando a possibilidade da mudança, do recomenço, a oportunidade de refazer a história. De igual modo, ao passo que os hipertextos são explorados, os links nos dão a oportunidade de trilhar um novo caminho, de mudar nossa percepção em relação a determinado tema, ou somente mudando o foco de interesse.


Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço.
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Razões

As mesmas razões que me fizeram acreditar no teu sorriso fácil, nas tuas palavras ingênuas, no menino que me faria feliz por toda uma vida. Que ironia... o menino tornou-se um homem que eu não conheço, alguém incapaz de perceber que será inesquecível.

Imortalizei o encanto que devotei a ti, o tempo nada é. Nada importa, se tu existes, só para que eu assim possa sentir tua falta, fechar os olhos e ouvir tua voz sussurrando baixinho as palavras que eu nunca mais quero ouvir.

“Depois de ti os outros serão sempre os outros”, ninguém é perfeito comparado à tua imperfeição, ninguém me fará sofrer como tu o fizestes, eu nunca irei amar, ou acreditar nesse sentimento, se não for oferecido ao meu, já que em nenhum momento existiu o nosso, mais belo sonho. Hoje já não falo da ilusão adolescente que outrora me magoou, me marcando por toda uma vida, não preciso mais mentir que não é para ti que meus pensamentos voltam, quando todo o resto se perde no pó de um fracasso previsível.

A ti, minha mais doce ilusão, eterna realidade presente, dedico palavras repetidas, rabiscos tão patéticos como há tanto tempo não escrevia, devaneios tolos que a poucos mostrei, e o que importa agora se o mundo sabe? Se não é você que irá ler!

Na verdade não é que eu não acredite no amor, ele pode sim existir, mas não para mim, não quando tu não podes ser meu, mesmo que sempre seja, por mais que hesite, sei que lembra, tenho certeza. Quem não lembraria? Quem não associaria um ao outro em um lugarejo tão pequeno, onde existe o mais perfeito pôr do sol, onde o céu faz parar o tempo, onde as estrelas brilham mais, onde eu não volto, nada volta, não mais.

Quero meu tempo de volta, quero uma felicidade passageira que nunca vá embora, quero parar o filme no instante em que deitado em meu colo fechastes os olhos, no momento em que era só meu, de olhos fechados para o mundo, e os meus abertos para ti. Só você e nada mais.

E qual razão teria eu para amar-te? Realmente, nenhuma! Nunca acreditei nas juras destinadas a tantas, nunca pensei serem exclusivos os beijos sem sentimento que me davas, em nenhum momento tive a pretensão de achar que gostavas de mim ou que apenas sentisse falta do meu abraço, sempre falamos línguas tão diferentes... nunca entendias meus motivos, minha dor, meu sentimento, minha razão!

Mas por que terminar o textinho patético de uma iludida incurável, com palavras tristes? Por que não voltar à ilusão de que fui amada, por uma vez apenas. Às vezes precisamos mesmo de uma mentira, a única que nos faça viver. Pensamentos sem nexo, lembranças que vão muito além da lógica, coisas que só eu sei, só eu senti, só eu vivo.

Minhas razões, únicas, indecifráveis, inexplicáveis. Não sei para quê leram tamanha bobagem, mas se leram, me desculpem, não queria expor tanta idiotice, foi apenas uma forma que encontrei para dizer que minha razão ultrapassa os limites do tempo e da reciprocidade. Não importa que eu nada tenha, desde que possa ver-te feliz, mesmo que ao longe, longe demais para poder alcançá-lo um dia.

Por Fernanda Medeiros
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3 de dezembro de 2008

Não há vagas



Chegou correndo, porta aberta e, abarrotada de bagagens entra sem dizer nada.
− Pois não, posso ajudar?
Desviando o olhar, ela fala apressada:
− Um quarto, por favor.
− Fez reservas? Perguntei. Ela, ainda sem olhar, balança a cabeça.
− Não?
− Tem certeza que não tem nem um quartinho pra mim? Um pequenininho sequer? Não precisa ser suíte não.
− Olha, mais à frente tem uma hospedaria, quem sabe lá você num encontra lugar.
− Pode ser.
− Você sabe, encontrar lugar aqui, assim, sem reservar é difícil. Ainda mais num lugar tropical, sol o ano inteiro.
− Como é seu nome? Perguntou.
Respondi −Alma Livre.
Ela já ia correndo, toda atrapalhada com suas bagagens. Gritei.
− Ei psiu! E o seu?
− Meu nome? TRISTEZAAAAAAAA!!!
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Ciranda de idéias


Um mágico, um escultor de sonhos, uma criança em suas brincadeiras... O que dizer de quem escreve, de quem de uma caneta e um papel faz surgir como num passe de mágica um outro mundo? Um mundo que por vezes faz sorrir; mas que pode de maneira tão bela quanto, fazer chorar. Que dom tão belo e tênue, o de manejar bem as palavras.

Palavras que levam a reflexão ou a constatação de fatos, que pode prender a realidade ou simplesmente como num golpe de arte marcial oriental te arrebatar para outra dimensão, a das idéias, dos sonhos, do imaginário;do lúdico...

O paradoxo do prazer e da dor, a arte de escrever como uma expressão livre, livre para observar ou não as normas cultas da língua, para criar novos gêneros literários ou apenas escrever... Num exercício de liberdade e prazer, numa dança linda entre emoção e razão.

Pela escrita pode-se formar conceitos, destruir preconceitos e ampliar nossa cosmovisão.

Quem escreve não morre,mas renasce cada vez que tem uma de suas obras lidas.
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21 de novembro de 2008

Direito de ser Gente

Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 6

Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.



Acabamos de passar pela semana da consciência negra, um período tão curto, porém, um período que é revelador, muito mais do que qualquer outro. Por isso quero vincular esse momento ao que diz o artigo 6 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A semana que tem seu ápice no dia 20 de novembro nos mostra o quanto este artigo especificamente, nunca saiu do papel. É só parar um pouco e pensar. A abolição da escravidão aconteceu oficialmente há 120 anos, parece muito mais não é, foram séculos de negação da humanidade do homem negro. Esse povo não era visto como pessoa, não tinha seus desejos e sonhos respeitados, aliás, não lhe foi dado o direito de sonhar
Acabou a escravidão, o mercado de trabalho foi todo ocupado por imigrantes europeus e japoneses e os negros foram jogados nas periferias, fadados ao subemprego e à marginalidade. A história não mudou, hoje, afro-descendentes continuam ocupando as periferias (favelas), continuam privados de uma educação de qualidade e não encontram lugar no mercado de trabalho. Seu espaço agora está limitado às cotas de “inclusão” e aos projetos sociais do governo, salvo, quando conquista fortuna, aí sim, é “respeitado”.
O Brasil esconde uma das piores espécies de preconceito, aquele que age como se não existisse, que vai corroendo como o câncer. Limitam o negro às expressões artístico-culturais(Que por sinal são maravilhosas), ou ao futebol. Expressões que não comportam toda a dimensão de ser negro, de ser um indivíduo.
Ser negro, ou lutar por uma consciência negra, não é lutar contra outra etnia, é manter-se vivo, é firmar-se como pessoa. E reconhecer a importância de se manter ligado às raízes culturais de seu povo, que não se limitam à dança ou música, é exercer o direito de ser gente. Ter orgulho dessas raízes é o primeiro passo para ser visto e respeitado como pessoa.
Se afirmar como povo, sem, contudo, minimizar a importância de outros povos, é, sobretudo, se reconhecer como indivíduo, como pessoa. É pôr em prática o que está escrito no Artigo 6 da declaração.
A semana da consciência negra é, senão, a luta pela cidadania, que é muito mais do que ter direito de votar e de ser votado. É ter o direito de não precisar provar que é gente, pessoa ou indivíduo, é o direito de ser visto como tal desde o nascimento.
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10 de novembro de 2008

Essa não desceu redondo


Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste. Passa, volta, mas não é por mim, não é para mim, aliás, para mim... Nada. Meus sonhos? Como líquido, escorreu um a um por entre meus dedos.
Eu estou aqui sim, mesmo que não me vejam.
Eu choro, sinto frio, minha barriga dói. Ninguém se importa.
Eles apenas passam com pressa, me chutam, me fazem chorar. E voltam dizendo que não posso ficar, nem aqui, nem ali.
Eu queria sumir, mas não posso.
Olhar para mim não faz bem aos olhos. Mas eu não era assim, me jogaram aqui.
Eu tinha um coração, mas o que me resta é um pedaço de carne cheio de rancor.
Coração não, ele não é para essas coisas, por isso, não tenho mais um.
Eles produziram, e me venderam, por isso podem entrar nos carros dos quais só vejo os pneus passando, aquela conversa agradável me convenceu.
Seu liquido mágico me prometeu sucesso, rodas de amigos, mulheres, me deu esperança de uma nova identidade, terminou por me roubar a que eu nem sabia que tinha.
Estava ali, ao alcance de minhas mãos. Minha garganta pedia.
Quatro anos, agora tenho que implorar pelo que, há pouco, me era oferecido.
Rastejo na sarjeta, o corpo dói...
Tudo outra vez: Chutes, palavras duras, zombarias, dores, rancor. Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste e avermelhado pelo alcoolismo.
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1 de novembro de 2008

Simplicidade

Ganhar na Mega-sena, aparecer num reality show, ficar podre de rico, chegar ao poder, comprar um helicóptero, ser dono de uma ilha, etc. Esses são apenas alguns dos ideais que a maioria das pessoas tem. Sinceramente, esse tipo de vida não me atrai muito.

Uma vida simples me parece bem mais atraente, é claro que isso não significa que ganhar dinheiro não é importante, aliás, não se faz quase nada sem dinheiro, e além do mais, conforto é sempre bem vindo.

O que não me entra na cabeça é essa corrida desesperada pelo lucro, essa briga pelo poder, arranjar sempre motivos para estar em evidencia, mesmo que para isso seja necessário um escândalo. Ter anseios é sadio, o que não é, é ter a vida firmada na ambição, no acumular e, se for preciso, até tirar de alguém.

Pense bem, você não acha que viver sem essa correria é muito mais fácil? Viver sem precisar ser derrubado ou derrubar alguém, ter tempo para namorar, brincar com os filhos, ler um bom livro, assistir a um bom filme e tantas outras coisas que só uma vida levada de maneira simples pode oferecer.

“Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.” Escreveu Saint Exupéry

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