16 de janeiro de 2009

O vai e vem do consumo

Em um contexto pós-moderno, nós passamos a experimentar situações que provavelmente não teríamos contato se não fosse o papel da mídia em nossas vidas. Com isso a busca pela identidade se dá em um momento em que as experiências são muitas vezes vividas fora do que é habitual, e os indivíduos participam de qualquer tipo de atividade sem mesmo nunca ter tido contato real com essa determinada prática. Nessa sociedade do efêmero o que importa é o que está sendo vivido e não o que poderia estar sendo vivido. Por isso é tão fácil incutir nos indivíduos novas necessidades.



Essas necessidades precisam ser reafirmadas pelos meios de comunicação, sendo assim, de um modo geral, os usuários dos meios de comunicação buscam mais do que informação ou entretenimento, procuram, entre outras coisas, conhecer o grupo com o qual se identificam. Os programas de TV, por exemplo, procuram criar uma identidade com a qual possa se destacar, e assim, atrair atenção das pessoas que fazem parte do publico que se quer atingir. ”A cultura de massa é produzida para a massa e destinada a ela”.



Quem assiste determinado programa de TV, aquele que gosta desta ou de outra música, da mulher melancia ou da mulher melão não pode estar de maneira alguma desvinculado do capitalismo ou da questão do consumo. Através da mídia, os produtos, principalmente os relacionados à música, adquirem visibilidade. Essa visibilidade proporcionada pela mídia gera atração ou repulsa por parte do público em relação a tais produtos, mas, com os estilos de vida visíveis, a sociedade do consumo passa a vender não só produtos, mas também, juntamente com eles, o estilo de vida adaptado as novas necessidades que foram criadas na massa, essas necessidades são sempre baseadas no que é efêmero. Por isso é tão comum vermos surgir e também desaparecer novos sucessos, que, na verdade são criados para suprir as necessidades que surgem a cada dia.



Não é possível se desvincular do consumo, mas existe a possibilidade de consumir de maneira crítica, é mais ou menos como remar contra a maré, mas é o mínimo que podemos fazer.
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12 de janeiro de 2009

Quando a escolha é matar

Alheia à crescente pressão internacional por um cessar-fogo imediato, as forças israelenses pretendem intensificar ainda mais os ataques contra o Hamas. O confronto entra no 17º dia e como resultado, um enorme saldo negativo, o número de mortos no território palestino subiu para 905, com 3.950 feridos, o próximo alvo agora são os túneis na região de fronteira entre Gaza e o Egito. A carnificina vai continuar.

Desde o inicio os ataques massivos de Israel contra a Faixa de Gaza tem se traduzido em graves violações aos direitos humanos, nenhum ato nesses 17 dias de ataques brutais e sucessivos tem respaldo ou justificativas. Os ataques “seletivos” como são chamados, fizeram vitimas em universidades, escolas e lugares onde a maioria das vitimas foram civis inocentes, entre eles, crianças e, em alguns casos, várias da mesma família. Certo ou errado o alvo deveria ser o Hamas. O fato é: Os ataques seletivos não selecionam mais nada, tudo virou alvo fácil para Israel. Está no território da Palestina? Então, BUUUMMMMMMMMMMMMM.

Penso no que Deus ordenou ao Povo Eleito (Segundo a tradição judaica, Israel): Não matarás. Sei que não é o povo de Israel propriamente dito (Embora não possam se eximir da culpa) que tem feito tais ataques à Palestina, e sim o governo que os representam. Este governo escolheu matar.
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4 de janeiro de 2009

Quem quer ser virgem de novo?

A himenoplastia é a restauração do hímen, a fina membrana vaginal que se rompe normalmente durante a primeira relação sexual. Esse procedimento de trinta minutos está sendo cada vez mais procurado e para algumas mulheres Muçulmanas que vivem na Europa representa a chave para uma nova vida.

Na cultura Muçulmana não ser virgem é o mesmo que ser suja. A população Muçulmana na Europa cresce vertiginosamente e muitas jovens se vêem entre as liberdades oferecidas pela sociedade européia e as tradições profundamente enraizadas na religião Muçulmana. Nesse contexto tais mulheres provavelmente terão sua primeira relação sexual antes do casamento. Então se ela quiser se casar com um muçulmano, ela terá que “recuperar” sua virgindade.

Cada país ou religião tem sua cultura e temos que respeitá-las, mas sinceramente tenho muita dificuldade de entender e aceitar determinadas práticas culturais. Não consigo entender, por exemplo, como é possível se casar com quem você não conhece, ou quando conhece achar que o hímen é mais importante que aquela pessoa de quem se gosta, ou como é possível existir culturas que mutilam suas filhas (cortam o clitóris) na intenção de evitar o adultério entre as mulheres.

Como mulheres podem aceitar esse tipo de coisa? Talvez alguém me diga que é falta de informação, ou porque não conhecem outro tipo de realidade a não ser a imposta por sua religião ou cultura. Pode até ser. Mas violência contra a mulher, seja de que tipo for não acontece somente em países com tradições fundamentalmente regidas pela religião, acontece também aqui no Brasil, bem pertinho da gente.

Assista qualquer noticiário que você vai ver matérias mostrando maridos que espancaram as esposas, ou que as assassinaram, seja por ciúmes ou qualquer outro motivo banal.

Tantas mulheres morreram na luta por seus direitos. Na revolução sexual de 1968, quando as mulheres lutaram, na França e em todo o mundo, por igualdade, direito à contracepção, aborto, etc. Tantas outras enfrentaram perseguições e muito sofrimento porque queriam diminuir a disparidade em questões salariais e empregatícias.
Dar tanta importância ao hímen é andar na contramão da história, significa regredir e, se curvar, se entregar à submissão e a intolerância do passado é no mínimo absurdo.
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Que dureza...

Por incrível que pareça ainda existem pessoas que acham que as notícias são sempre imparciais e dignas de credibilidade, sejam elas veiculadas por jornais, revistas, ou noticiários de TV. Mas só bastam dois ou três neurônios para saber que a notícia não passa de uma versão dos fatos. As produções jornalísticas dependem de muitos fatores, como por exemplo, a linha editorial do veiculo de comunicação onde a notícia foi produzida, das condições de trabalho a qual o jornalista foi submetido, o tempo que ele teve para escrever a notícia, as pré-noções do próprio jornalista e muito mais.

São tantas as situações que esses formadores de opinião passam que se torna impossível falar de todas. Para ter uma boa idéia de como a coisa fica feia para o profissional de imprensa farei um breve quadro do tipo de pressão que um jornalista pode enfrentar. Vou me deter somente aos casos de violência contra os profissionais de jornalismo, ok?

Há alguns anos o México tem sido considerado o país mais perigoso para Jornalistas desempenharem sua profissão. Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) 7 jornalistas já foram mortos só em 2008. Nesse país existem verdadeiras guerras entre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas do tráfico de drogas para os Estados Unidos e quem de alguma maneira se coloca no caminho desses cartéis termina morto mesmo.

Já no Brasil quem não se lembra do assassinato do Jornalista Tim Lopes? E ainda em 2008, o episódio vivido por uma equipe de repórteres do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que, instalados na favela do Batan, Realengo, onde investigavam a atuação das milícias que agem no local, foram seqüestrados, torturados e mantidos em cárcere privado. Ou no Iraque onde um grupo de homens armados seqüestrou um repórter britânico da CBS e seu intérprete iraquiano na cidade de Basra, cerca de 590 quilômetros ao sul de Bagdá.

Estes são alguns dos acontecimentos que o jornalista está suscetível. E aí, deu para perceber como é forte a pressão que esse tipo de profissional pode sofrer? Diante desse quadro será que alguém ainda ache que a notícia é realmente imparcial, que não sofre nenhum tipo de influencia, seja influencia por parte de políticos, donos de veículos de comunicação, cartéis de traficantes, milícias, fator tempo etc.?Tire suas próprias conclusões.
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2 de janeiro de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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1 de janeiro de 2009

Quem matou Hillary e Obama?

No início do ano passado, o artista plástico Yazmani Arboleda apresentou na cidade de Nova York as exposições "O assassinato de Barack Obama" e "O Assassinato de Hillary Clinton". A exposição era composta por fotografias, pinturas e instalações tridimensionais de teor bastante ousado que continham referências a episódios como aquele onde Clinton e a estagiaria Lewinsky protagonizavam momentos picantes, além de uma obra que mostrava um grande pênis negro com o nome de Obama. Para o artista a exposição não era agressiva e não justificava tanta revolta. Depois de ser despejado de uma galeria, interrogado pela polícia e finalmente censurado, o artista ainda incomoda eleitores que, para ele, não entendem sua crítica. A polícia exigiu que se retirasse a palavra “assassinato” do nome das mostras. E assim ele o fez.

Será que toda essa polêmica que envolve essas mostras tem raízes somente no puritanismo americano, ou será que os Estados Unidos realmente têm medo (ou será que querem?) que eles (Obama e Hillary) sejam mortos?

A corrida eleitoral de Hillary (quando ainda estava na disputa) e Obama nos mostrou um grande salto que as minorias deram rumo à igualdade. Ela foi a primeira mulher a ter chances reais de concorrer ao cargo, enquanto o ex-senador foi o primeiro negro a disputar e vencer a corrida pela Presidência dos Estados Unidos.

Até quando o mundo tem que conviver com esse “jeitinho americano” de ser?
Esse jeitinho que é marcado pelo medo, preconceito, falso moralismo e pela segregação, que hoje é menos evidente, porém é viva.

Na verdade quem matou Hillary e Obama não foi o artista que teve sua criatividade e opinião tolhidas, mas o próprio povo americano que ainda não entendeu que o diferente também é bom, que a pluralidade é que faz uma democracia verdadeira. Onde já se viu uma democracia que censura seus artistas?

Viva a diversidade de opiniões.Viva minha opinião.Viva sua opinião.Viva a liberdade.
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23 de dezembro de 2008

Um ponto para recomeçar

Sabe aquela sensação de estar sendo apertado por todos os lados? É assim que estou me sentindo hoje. Sei lá, é como se algo não estivesse completo. Como um texto que precisa ser reescrito.

Então, deve ser este o motivo que me fez acordar assim, meio saudosista, lembrando das brincadeiras de criança, dos vendedores de algodão doce passando na minha rua, de quando eu empinava Pipa, brincava de pião com a garotada em frente de minha casa, do futebol que sempre terminava em confusão, de quando só o seriado Chaves era capaz de me deter na frente da TV. Também senti uma saudade louca do meu pai.

Esse processo de resgate do passado começou de uma maneira bem estranha, meio sem querer. Enquanto navegava na net pude perceber um paralelo entre o espaço virtual e minha própria vida.

No espaço real existem coisas que me remetem a lembranças só minhas, que interessam somente a mim: Cheiros, sensações, lugares etc., momentos que foram diretamente influenciados, modificados ou somente vividos por mim, ou seja, de alguma maneira existem pontos na minha memória que quando acessados remetem a passagens da minha vida que me fizeram ser quem eu sou hoje ou até mesmo, que poderão fazer-me diferente do que me tornei.

No Hipertexto, plataforma a qual se agregam outros conjuntos de informação em forma de textos, imagens ou sons, cujo acesso se dá através dos links, que, assim como na vida, me levam a lugares que interessam somente a mim, ou seja, esses caminhos digitais me levam a destinos que foram produzidos(Textos, por exemplo), ou percorridos por mim, esses caminhos são vivenciados de forma tal que as informações passam a ser absorvidas, reeditadas, reafirmadas, contestadas ou somente percebidas por mim.

Minhas experiências vividas no ambiente real e também no virtual me propiciam fazer uma constatação: Nada é definitivo ou está livre da possibilidade de ser modificado. À medida que o dia é vivido vai se configurando a possibilidade da mudança, do recomenço, a oportunidade de refazer a história. De igual modo, ao passo que os hipertextos são explorados, os links nos dão a oportunidade de trilhar um novo caminho, de mudar nossa percepção em relação a determinado tema, ou somente mudando o foco de interesse.


Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço.
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Razões

As mesmas razões que me fizeram acreditar no teu sorriso fácil, nas tuas palavras ingênuas, no menino que me faria feliz por toda uma vida. Que ironia... o menino tornou-se um homem que eu não conheço, alguém incapaz de perceber que será inesquecível.

Imortalizei o encanto que devotei a ti, o tempo nada é. Nada importa, se tu existes, só para que eu assim possa sentir tua falta, fechar os olhos e ouvir tua voz sussurrando baixinho as palavras que eu nunca mais quero ouvir.

“Depois de ti os outros serão sempre os outros”, ninguém é perfeito comparado à tua imperfeição, ninguém me fará sofrer como tu o fizestes, eu nunca irei amar, ou acreditar nesse sentimento, se não for oferecido ao meu, já que em nenhum momento existiu o nosso, mais belo sonho. Hoje já não falo da ilusão adolescente que outrora me magoou, me marcando por toda uma vida, não preciso mais mentir que não é para ti que meus pensamentos voltam, quando todo o resto se perde no pó de um fracasso previsível.

A ti, minha mais doce ilusão, eterna realidade presente, dedico palavras repetidas, rabiscos tão patéticos como há tanto tempo não escrevia, devaneios tolos que a poucos mostrei, e o que importa agora se o mundo sabe? Se não é você que irá ler!

Na verdade não é que eu não acredite no amor, ele pode sim existir, mas não para mim, não quando tu não podes ser meu, mesmo que sempre seja, por mais que hesite, sei que lembra, tenho certeza. Quem não lembraria? Quem não associaria um ao outro em um lugarejo tão pequeno, onde existe o mais perfeito pôr do sol, onde o céu faz parar o tempo, onde as estrelas brilham mais, onde eu não volto, nada volta, não mais.

Quero meu tempo de volta, quero uma felicidade passageira que nunca vá embora, quero parar o filme no instante em que deitado em meu colo fechastes os olhos, no momento em que era só meu, de olhos fechados para o mundo, e os meus abertos para ti. Só você e nada mais.

E qual razão teria eu para amar-te? Realmente, nenhuma! Nunca acreditei nas juras destinadas a tantas, nunca pensei serem exclusivos os beijos sem sentimento que me davas, em nenhum momento tive a pretensão de achar que gostavas de mim ou que apenas sentisse falta do meu abraço, sempre falamos línguas tão diferentes... nunca entendias meus motivos, minha dor, meu sentimento, minha razão!

Mas por que terminar o textinho patético de uma iludida incurável, com palavras tristes? Por que não voltar à ilusão de que fui amada, por uma vez apenas. Às vezes precisamos mesmo de uma mentira, a única que nos faça viver. Pensamentos sem nexo, lembranças que vão muito além da lógica, coisas que só eu sei, só eu senti, só eu vivo.

Minhas razões, únicas, indecifráveis, inexplicáveis. Não sei para quê leram tamanha bobagem, mas se leram, me desculpem, não queria expor tanta idiotice, foi apenas uma forma que encontrei para dizer que minha razão ultrapassa os limites do tempo e da reciprocidade. Não importa que eu nada tenha, desde que possa ver-te feliz, mesmo que ao longe, longe demais para poder alcançá-lo um dia.

Por Fernanda Medeiros
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3 de dezembro de 2008

Não há vagas



Chegou correndo, porta aberta e, abarrotada de bagagens entra sem dizer nada.
− Pois não, posso ajudar?
Desviando o olhar, ela fala apressada:
− Um quarto, por favor.
− Fez reservas? Perguntei. Ela, ainda sem olhar, balança a cabeça.
− Não?
− Tem certeza que não tem nem um quartinho pra mim? Um pequenininho sequer? Não precisa ser suíte não.
− Olha, mais à frente tem uma hospedaria, quem sabe lá você num encontra lugar.
− Pode ser.
− Você sabe, encontrar lugar aqui, assim, sem reservar é difícil. Ainda mais num lugar tropical, sol o ano inteiro.
− Como é seu nome? Perguntou.
Respondi −Alma Livre.
Ela já ia correndo, toda atrapalhada com suas bagagens. Gritei.
− Ei psiu! E o seu?
− Meu nome? TRISTEZAAAAAAAA!!!
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Ciranda de idéias


Um mágico, um escultor de sonhos, uma criança em suas brincadeiras... O que dizer de quem escreve, de quem de uma caneta e um papel faz surgir como num passe de mágica um outro mundo? Um mundo que por vezes faz sorrir; mas que pode de maneira tão bela quanto, fazer chorar. Que dom tão belo e tênue, o de manejar bem as palavras.

Palavras que levam a reflexão ou a constatação de fatos, que pode prender a realidade ou simplesmente como num golpe de arte marcial oriental te arrebatar para outra dimensão, a das idéias, dos sonhos, do imaginário;do lúdico...

O paradoxo do prazer e da dor, a arte de escrever como uma expressão livre, livre para observar ou não as normas cultas da língua, para criar novos gêneros literários ou apenas escrever... Num exercício de liberdade e prazer, numa dança linda entre emoção e razão.

Pela escrita pode-se formar conceitos, destruir preconceitos e ampliar nossa cosmovisão.

Quem escreve não morre,mas renasce cada vez que tem uma de suas obras lidas.
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