17 de janeiro de 2009

NON-STOP: Meu amigo tempo:

"Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo." (Leia mais)
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NON-STOP: Um ponto para recomeçar

Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço. (Leia mais)
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O Manguebeat Modernizando o Passado

No ano de 1992 começa a tomar forma na cidade de Recife, capital pernambucana um Movimento conhecido como Manguebeat. No primeiro momento esse movimento era meramente musical, que tinha como proposta fundir ritmos ditos “tradicionais” como por exemplo o maracatu, o coco, a embolada, o samba e ritmos não brasileiros como o hip hop, o funck, o roch n`rool entre outros. Mais a diante o Manguebeat ganha status de movimento social.



Os idealizadores do movimento tiveram como ponto de partida para organizar o movimento a obra do sociólogo pernambucano Josué de Castro que tinha por título “Geografia da Fome” (1961). Obra essa que em 1992 inspirou a criação do Manifesto “Caranguejos com Cérebro” fruto de uma parceria entre Chico Science e a banda Mundo Livre S/A, marcou o primeiro passo do Manguebeat como movimento social propriamente dito. Tanto o manifesto quanto os cd`s produzidos atentam para a constatação de um quadro de miséria e caoticidade no qual a cidade de Recife estaria mergulhada. Segundo o manifesto, os cidadãos estariam passando por uma espécie de “depressão crônica” ocasionada pelo caos em que a cidade estaria mergulhada. A solução segundo “Caranguejos com Cérebro”, seria “injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife”.A saída seria a criação de “idéias pop” que seriam compartilhadas com o restante do mundo através das redes mundiais de circulação como a internet.



Em 02 de fevereiro de 1997 o movimento Manguebeat perde seu criador e principal ícone. O cantor e compositor Francisco De Assis França, ou como era mais conhecido: Chico Science, ele morreu em um acidente de carro aos 30 anos, na via expressa que liga a cidade de Recife e Olinda.



Chico Science e o Movimento Manguebeat conclama-nos a ter um novo olhar em relação ao papel dos cidadãos, das expressões artísticas e culturais diante de dos males sociais que uma grande metrópole encerra em si. As letras do Manguebeat denunciam este Recife, desmascarando sua realidade e mostrando suas desigualdades, sua violência, seu descaso político, superpopulação e crescimento desordenado. É certo que esse movimento foi extremamente importante para o Brasil e em especial para os recifenses, até hoje centenas de músicos, grupos de teatro, produtores de cinema entre outras expressões artísticas buscam inspiração no Manguebeat, que continua vivo, juntando o “tradicional” e o “Novo” e proclamando a vida como sentido único.
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16 de janeiro de 2009

O vai e vem do consumo

Em um contexto pós-moderno, nós passamos a experimentar situações que provavelmente não teríamos contato se não fosse o papel da mídia em nossas vidas. Com isso a busca pela identidade se dá em um momento em que as experiências são muitas vezes vividas fora do que é habitual, e os indivíduos participam de qualquer tipo de atividade sem mesmo nunca ter tido contato real com essa determinada prática. Nessa sociedade do efêmero o que importa é o que está sendo vivido e não o que poderia estar sendo vivido. Por isso é tão fácil incutir nos indivíduos novas necessidades.



Essas necessidades precisam ser reafirmadas pelos meios de comunicação, sendo assim, de um modo geral, os usuários dos meios de comunicação buscam mais do que informação ou entretenimento, procuram, entre outras coisas, conhecer o grupo com o qual se identificam. Os programas de TV, por exemplo, procuram criar uma identidade com a qual possa se destacar, e assim, atrair atenção das pessoas que fazem parte do publico que se quer atingir. ”A cultura de massa é produzida para a massa e destinada a ela”.



Quem assiste determinado programa de TV, aquele que gosta desta ou de outra música, da mulher melancia ou da mulher melão não pode estar de maneira alguma desvinculado do capitalismo ou da questão do consumo. Através da mídia, os produtos, principalmente os relacionados à música, adquirem visibilidade. Essa visibilidade proporcionada pela mídia gera atração ou repulsa por parte do público em relação a tais produtos, mas, com os estilos de vida visíveis, a sociedade do consumo passa a vender não só produtos, mas também, juntamente com eles, o estilo de vida adaptado as novas necessidades que foram criadas na massa, essas necessidades são sempre baseadas no que é efêmero. Por isso é tão comum vermos surgir e também desaparecer novos sucessos, que, na verdade são criados para suprir as necessidades que surgem a cada dia.



Não é possível se desvincular do consumo, mas existe a possibilidade de consumir de maneira crítica, é mais ou menos como remar contra a maré, mas é o mínimo que podemos fazer.
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12 de janeiro de 2009

Quando a escolha é matar

Alheia à crescente pressão internacional por um cessar-fogo imediato, as forças israelenses pretendem intensificar ainda mais os ataques contra o Hamas. O confronto entra no 17º dia e como resultado, um enorme saldo negativo, o número de mortos no território palestino subiu para 905, com 3.950 feridos, o próximo alvo agora são os túneis na região de fronteira entre Gaza e o Egito. A carnificina vai continuar.

Desde o inicio os ataques massivos de Israel contra a Faixa de Gaza tem se traduzido em graves violações aos direitos humanos, nenhum ato nesses 17 dias de ataques brutais e sucessivos tem respaldo ou justificativas. Os ataques “seletivos” como são chamados, fizeram vitimas em universidades, escolas e lugares onde a maioria das vitimas foram civis inocentes, entre eles, crianças e, em alguns casos, várias da mesma família. Certo ou errado o alvo deveria ser o Hamas. O fato é: Os ataques seletivos não selecionam mais nada, tudo virou alvo fácil para Israel. Está no território da Palestina? Então, BUUUMMMMMMMMMMMMM.

Penso no que Deus ordenou ao Povo Eleito (Segundo a tradição judaica, Israel): Não matarás. Sei que não é o povo de Israel propriamente dito (Embora não possam se eximir da culpa) que tem feito tais ataques à Palestina, e sim o governo que os representam. Este governo escolheu matar.
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4 de janeiro de 2009

Quem quer ser virgem de novo?

A himenoplastia é a restauração do hímen, a fina membrana vaginal que se rompe normalmente durante a primeira relação sexual. Esse procedimento de trinta minutos está sendo cada vez mais procurado e para algumas mulheres Muçulmanas que vivem na Europa representa a chave para uma nova vida.

Na cultura Muçulmana não ser virgem é o mesmo que ser suja. A população Muçulmana na Europa cresce vertiginosamente e muitas jovens se vêem entre as liberdades oferecidas pela sociedade européia e as tradições profundamente enraizadas na religião Muçulmana. Nesse contexto tais mulheres provavelmente terão sua primeira relação sexual antes do casamento. Então se ela quiser se casar com um muçulmano, ela terá que “recuperar” sua virgindade.

Cada país ou religião tem sua cultura e temos que respeitá-las, mas sinceramente tenho muita dificuldade de entender e aceitar determinadas práticas culturais. Não consigo entender, por exemplo, como é possível se casar com quem você não conhece, ou quando conhece achar que o hímen é mais importante que aquela pessoa de quem se gosta, ou como é possível existir culturas que mutilam suas filhas (cortam o clitóris) na intenção de evitar o adultério entre as mulheres.

Como mulheres podem aceitar esse tipo de coisa? Talvez alguém me diga que é falta de informação, ou porque não conhecem outro tipo de realidade a não ser a imposta por sua religião ou cultura. Pode até ser. Mas violência contra a mulher, seja de que tipo for não acontece somente em países com tradições fundamentalmente regidas pela religião, acontece também aqui no Brasil, bem pertinho da gente.

Assista qualquer noticiário que você vai ver matérias mostrando maridos que espancaram as esposas, ou que as assassinaram, seja por ciúmes ou qualquer outro motivo banal.

Tantas mulheres morreram na luta por seus direitos. Na revolução sexual de 1968, quando as mulheres lutaram, na França e em todo o mundo, por igualdade, direito à contracepção, aborto, etc. Tantas outras enfrentaram perseguições e muito sofrimento porque queriam diminuir a disparidade em questões salariais e empregatícias.
Dar tanta importância ao hímen é andar na contramão da história, significa regredir e, se curvar, se entregar à submissão e a intolerância do passado é no mínimo absurdo.
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Que dureza...

Por incrível que pareça ainda existem pessoas que acham que as notícias são sempre imparciais e dignas de credibilidade, sejam elas veiculadas por jornais, revistas, ou noticiários de TV. Mas só bastam dois ou três neurônios para saber que a notícia não passa de uma versão dos fatos. As produções jornalísticas dependem de muitos fatores, como por exemplo, a linha editorial do veiculo de comunicação onde a notícia foi produzida, das condições de trabalho a qual o jornalista foi submetido, o tempo que ele teve para escrever a notícia, as pré-noções do próprio jornalista e muito mais.

São tantas as situações que esses formadores de opinião passam que se torna impossível falar de todas. Para ter uma boa idéia de como a coisa fica feia para o profissional de imprensa farei um breve quadro do tipo de pressão que um jornalista pode enfrentar. Vou me deter somente aos casos de violência contra os profissionais de jornalismo, ok?

Há alguns anos o México tem sido considerado o país mais perigoso para Jornalistas desempenharem sua profissão. Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) 7 jornalistas já foram mortos só em 2008. Nesse país existem verdadeiras guerras entre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas do tráfico de drogas para os Estados Unidos e quem de alguma maneira se coloca no caminho desses cartéis termina morto mesmo.

Já no Brasil quem não se lembra do assassinato do Jornalista Tim Lopes? E ainda em 2008, o episódio vivido por uma equipe de repórteres do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que, instalados na favela do Batan, Realengo, onde investigavam a atuação das milícias que agem no local, foram seqüestrados, torturados e mantidos em cárcere privado. Ou no Iraque onde um grupo de homens armados seqüestrou um repórter britânico da CBS e seu intérprete iraquiano na cidade de Basra, cerca de 590 quilômetros ao sul de Bagdá.

Estes são alguns dos acontecimentos que o jornalista está suscetível. E aí, deu para perceber como é forte a pressão que esse tipo de profissional pode sofrer? Diante desse quadro será que alguém ainda ache que a notícia é realmente imparcial, que não sofre nenhum tipo de influencia, seja influencia por parte de políticos, donos de veículos de comunicação, cartéis de traficantes, milícias, fator tempo etc.?Tire suas próprias conclusões.
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2 de janeiro de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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1 de janeiro de 2009

Quem matou Hillary e Obama?

No início do ano passado, o artista plástico Yazmani Arboleda apresentou na cidade de Nova York as exposições "O assassinato de Barack Obama" e "O Assassinato de Hillary Clinton". A exposição era composta por fotografias, pinturas e instalações tridimensionais de teor bastante ousado que continham referências a episódios como aquele onde Clinton e a estagiaria Lewinsky protagonizavam momentos picantes, além de uma obra que mostrava um grande pênis negro com o nome de Obama. Para o artista a exposição não era agressiva e não justificava tanta revolta. Depois de ser despejado de uma galeria, interrogado pela polícia e finalmente censurado, o artista ainda incomoda eleitores que, para ele, não entendem sua crítica. A polícia exigiu que se retirasse a palavra “assassinato” do nome das mostras. E assim ele o fez.

Será que toda essa polêmica que envolve essas mostras tem raízes somente no puritanismo americano, ou será que os Estados Unidos realmente têm medo (ou será que querem?) que eles (Obama e Hillary) sejam mortos?

A corrida eleitoral de Hillary (quando ainda estava na disputa) e Obama nos mostrou um grande salto que as minorias deram rumo à igualdade. Ela foi a primeira mulher a ter chances reais de concorrer ao cargo, enquanto o ex-senador foi o primeiro negro a disputar e vencer a corrida pela Presidência dos Estados Unidos.

Até quando o mundo tem que conviver com esse “jeitinho americano” de ser?
Esse jeitinho que é marcado pelo medo, preconceito, falso moralismo e pela segregação, que hoje é menos evidente, porém é viva.

Na verdade quem matou Hillary e Obama não foi o artista que teve sua criatividade e opinião tolhidas, mas o próprio povo americano que ainda não entendeu que o diferente também é bom, que a pluralidade é que faz uma democracia verdadeira. Onde já se viu uma democracia que censura seus artistas?

Viva a diversidade de opiniões.Viva minha opinião.Viva sua opinião.Viva a liberdade.
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23 de dezembro de 2008

Um ponto para recomeçar

Sabe aquela sensação de estar sendo apertado por todos os lados? É assim que estou me sentindo hoje. Sei lá, é como se algo não estivesse completo. Como um texto que precisa ser reescrito.

Então, deve ser este o motivo que me fez acordar assim, meio saudosista, lembrando das brincadeiras de criança, dos vendedores de algodão doce passando na minha rua, de quando eu empinava Pipa, brincava de pião com a garotada em frente de minha casa, do futebol que sempre terminava em confusão, de quando só o seriado Chaves era capaz de me deter na frente da TV. Também senti uma saudade louca do meu pai.

Esse processo de resgate do passado começou de uma maneira bem estranha, meio sem querer. Enquanto navegava na net pude perceber um paralelo entre o espaço virtual e minha própria vida.

No espaço real existem coisas que me remetem a lembranças só minhas, que interessam somente a mim: Cheiros, sensações, lugares etc., momentos que foram diretamente influenciados, modificados ou somente vividos por mim, ou seja, de alguma maneira existem pontos na minha memória que quando acessados remetem a passagens da minha vida que me fizeram ser quem eu sou hoje ou até mesmo, que poderão fazer-me diferente do que me tornei.

No Hipertexto, plataforma a qual se agregam outros conjuntos de informação em forma de textos, imagens ou sons, cujo acesso se dá através dos links, que, assim como na vida, me levam a lugares que interessam somente a mim, ou seja, esses caminhos digitais me levam a destinos que foram produzidos(Textos, por exemplo), ou percorridos por mim, esses caminhos são vivenciados de forma tal que as informações passam a ser absorvidas, reeditadas, reafirmadas, contestadas ou somente percebidas por mim.

Minhas experiências vividas no ambiente real e também no virtual me propiciam fazer uma constatação: Nada é definitivo ou está livre da possibilidade de ser modificado. À medida que o dia é vivido vai se configurando a possibilidade da mudança, do recomenço, a oportunidade de refazer a história. De igual modo, ao passo que os hipertextos são explorados, os links nos dão a oportunidade de trilhar um novo caminho, de mudar nossa percepção em relação a determinado tema, ou somente mudando o foco de interesse.


Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço.
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