Sabe aquela sensação de estar sendo apertado por todos os lados? É assim que estou me sentindo hoje. Sei lá, é como se algo não estivesse completo. Como um texto que precisa ser reescrito.
Então, deve ser este o motivo que me fez acordar assim, meio saudosista, lembrando das brincadeiras de criança, dos vendedores de algodão doce passando na minha rua, de quando eu empinava Pipa, brincava de pião com a garotada em frente de minha casa, do futebol que sempre terminava em confusão, de quando só o seriado Chaves era capaz de me deter na frente da TV. Também senti uma saudade louca do meu pai.
Esse processo de resgate do passado começou de uma maneira bem estranha, meio sem querer. Enquanto navegava na net pude perceber um paralelo entre o espaço virtual e minha própria vida.
No espaço real existem coisas que me remetem a lembranças só minhas, que interessam somente a mim: Cheiros, sensações, lugares etc., momentos que foram diretamente influenciados, modificados ou somente vividos por mim, ou seja, de alguma maneira existem pontos na minha memória que quando acessados remetem a passagens da minha vida que me fizeram ser quem eu sou hoje ou até mesmo, que poderão fazer-me diferente do que me tornei.
No Hipertexto, plataforma a qual se agregam outros conjuntos de informação em forma de textos, imagens ou sons, cujo acesso se dá através dos links, que, assim como na vida, me levam a lugares que interessam somente a mim, ou seja, esses caminhos digitais me levam a destinos que foram produzidos(Textos, por exemplo), ou percorridos por mim, esses caminhos são vivenciados de forma tal que as informações passam a ser absorvidas, reeditadas, reafirmadas, contestadas ou somente percebidas por mim.
Minhas experiências vividas no ambiente real e também no virtual me propiciam fazer uma constatação: Nada é definitivo ou está livre da possibilidade de ser modificado. À medida que o dia é vivido vai se configurando a possibilidade da mudança, do recomenço, a oportunidade de refazer a história. De igual modo, ao passo que os hipertextos são explorados, os links nos dão a oportunidade de trilhar um novo caminho, de mudar nossa percepção em relação a determinado tema, ou somente mudando o foco de interesse.
Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço.
23 de dezembro de 2008
Razões
As mesmas razões que me fizeram acreditar no teu sorriso fácil, nas tuas palavras ingênuas, no menino que me faria feliz por toda uma vida. Que ironia... o menino tornou-se um homem que eu não conheço, alguém incapaz de perceber que será inesquecível.
Imortalizei o encanto que devotei a ti, o tempo nada é. Nada importa, se tu existes, só para que eu assim possa sentir tua falta, fechar os olhos e ouvir tua voz sussurrando baixinho as palavras que eu nunca mais quero ouvir.
“Depois de ti os outros serão sempre os outros”, ninguém é perfeito comparado à tua imperfeição, ninguém me fará sofrer como tu o fizestes, eu nunca irei amar, ou acreditar nesse sentimento, se não for oferecido ao meu, já que em nenhum momento existiu o nosso, mais belo sonho. Hoje já não falo da ilusão adolescente que outrora me magoou, me marcando por toda uma vida, não preciso mais mentir que não é para ti que meus pensamentos voltam, quando todo o resto se perde no pó de um fracasso previsível.
A ti, minha mais doce ilusão, eterna realidade presente, dedico palavras repetidas, rabiscos tão patéticos como há tanto tempo não escrevia, devaneios tolos que a poucos mostrei, e o que importa agora se o mundo sabe? Se não é você que irá ler!
Na verdade não é que eu não acredite no amor, ele pode sim existir, mas não para mim, não quando tu não podes ser meu, mesmo que sempre seja, por mais que hesite, sei que lembra, tenho certeza. Quem não lembraria? Quem não associaria um ao outro em um lugarejo tão pequeno, onde existe o mais perfeito pôr do sol, onde o céu faz parar o tempo, onde as estrelas brilham mais, onde eu não volto, nada volta, não mais.
Quero meu tempo de volta, quero uma felicidade passageira que nunca vá embora, quero parar o filme no instante em que deitado em meu colo fechastes os olhos, no momento em que era só meu, de olhos fechados para o mundo, e os meus abertos para ti. Só você e nada mais.
E qual razão teria eu para amar-te? Realmente, nenhuma! Nunca acreditei nas juras destinadas a tantas, nunca pensei serem exclusivos os beijos sem sentimento que me davas, em nenhum momento tive a pretensão de achar que gostavas de mim ou que apenas sentisse falta do meu abraço, sempre falamos línguas tão diferentes... nunca entendias meus motivos, minha dor, meu sentimento, minha razão!
Mas por que terminar o textinho patético de uma iludida incurável, com palavras tristes? Por que não voltar à ilusão de que fui amada, por uma vez apenas. Às vezes precisamos mesmo de uma mentira, a única que nos faça viver. Pensamentos sem nexo, lembranças que vão muito além da lógica, coisas que só eu sei, só eu senti, só eu vivo.
Minhas razões, únicas, indecifráveis, inexplicáveis. Não sei para quê leram tamanha bobagem, mas se leram, me desculpem, não queria expor tanta idiotice, foi apenas uma forma que encontrei para dizer que minha razão ultrapassa os limites do tempo e da reciprocidade. Não importa que eu nada tenha, desde que possa ver-te feliz, mesmo que ao longe, longe demais para poder alcançá-lo um dia.
Por Fernanda Medeiros
Imortalizei o encanto que devotei a ti, o tempo nada é. Nada importa, se tu existes, só para que eu assim possa sentir tua falta, fechar os olhos e ouvir tua voz sussurrando baixinho as palavras que eu nunca mais quero ouvir.
“Depois de ti os outros serão sempre os outros”, ninguém é perfeito comparado à tua imperfeição, ninguém me fará sofrer como tu o fizestes, eu nunca irei amar, ou acreditar nesse sentimento, se não for oferecido ao meu, já que em nenhum momento existiu o nosso, mais belo sonho. Hoje já não falo da ilusão adolescente que outrora me magoou, me marcando por toda uma vida, não preciso mais mentir que não é para ti que meus pensamentos voltam, quando todo o resto se perde no pó de um fracasso previsível.
A ti, minha mais doce ilusão, eterna realidade presente, dedico palavras repetidas, rabiscos tão patéticos como há tanto tempo não escrevia, devaneios tolos que a poucos mostrei, e o que importa agora se o mundo sabe? Se não é você que irá ler!
Na verdade não é que eu não acredite no amor, ele pode sim existir, mas não para mim, não quando tu não podes ser meu, mesmo que sempre seja, por mais que hesite, sei que lembra, tenho certeza. Quem não lembraria? Quem não associaria um ao outro em um lugarejo tão pequeno, onde existe o mais perfeito pôr do sol, onde o céu faz parar o tempo, onde as estrelas brilham mais, onde eu não volto, nada volta, não mais.
Quero meu tempo de volta, quero uma felicidade passageira que nunca vá embora, quero parar o filme no instante em que deitado em meu colo fechastes os olhos, no momento em que era só meu, de olhos fechados para o mundo, e os meus abertos para ti. Só você e nada mais.
E qual razão teria eu para amar-te? Realmente, nenhuma! Nunca acreditei nas juras destinadas a tantas, nunca pensei serem exclusivos os beijos sem sentimento que me davas, em nenhum momento tive a pretensão de achar que gostavas de mim ou que apenas sentisse falta do meu abraço, sempre falamos línguas tão diferentes... nunca entendias meus motivos, minha dor, meu sentimento, minha razão!
Mas por que terminar o textinho patético de uma iludida incurável, com palavras tristes? Por que não voltar à ilusão de que fui amada, por uma vez apenas. Às vezes precisamos mesmo de uma mentira, a única que nos faça viver. Pensamentos sem nexo, lembranças que vão muito além da lógica, coisas que só eu sei, só eu senti, só eu vivo.
Minhas razões, únicas, indecifráveis, inexplicáveis. Não sei para quê leram tamanha bobagem, mas se leram, me desculpem, não queria expor tanta idiotice, foi apenas uma forma que encontrei para dizer que minha razão ultrapassa os limites do tempo e da reciprocidade. Não importa que eu nada tenha, desde que possa ver-te feliz, mesmo que ao longe, longe demais para poder alcançá-lo um dia.
Por Fernanda Medeiros
3 de dezembro de 2008
Não há vagas

Chegou correndo, porta aberta e, abarrotada de bagagens entra sem dizer nada.
− Pois não, posso ajudar?
Desviando o olhar, ela fala apressada:
− Um quarto, por favor.
− Fez reservas? Perguntei. Ela, ainda sem olhar, balança a cabeça.
− Não?
− Tem certeza que não tem nem um quartinho pra mim? Um pequenininho sequer? Não precisa ser suíte não.
− Olha, mais à frente tem uma hospedaria, quem sabe lá você num encontra lugar.
− Pode ser.
− Você sabe, encontrar lugar aqui, assim, sem reservar é difícil. Ainda mais num lugar tropical, sol o ano inteiro.
− Como é seu nome? Perguntou.
Respondi −Alma Livre.
Ela já ia correndo, toda atrapalhada com suas bagagens. Gritei.
− Ei psiu! E o seu?
− Meu nome? TRISTEZAAAAAAAA!!!
Ciranda de idéias

Um mágico, um escultor de sonhos, uma criança em suas brincadeiras... O que dizer de quem escreve, de quem de uma caneta e um papel faz surgir como num passe de mágica um outro mundo? Um mundo que por vezes faz sorrir; mas que pode de maneira tão bela quanto, fazer chorar. Que dom tão belo e tênue, o de manejar bem as palavras.
Palavras que levam a reflexão ou a constatação de fatos, que pode prender a realidade ou simplesmente como num golpe de arte marcial oriental te arrebatar para outra dimensão, a das idéias, dos sonhos, do imaginário;do lúdico...
O paradoxo do prazer e da dor, a arte de escrever como uma expressão livre, livre para observar ou não as normas cultas da língua, para criar novos gêneros literários ou apenas escrever... Num exercício de liberdade e prazer, numa dança linda entre emoção e razão.
Pela escrita pode-se formar conceitos, destruir preconceitos e ampliar nossa cosmovisão.
Quem escreve não morre,mas renasce cada vez que tem uma de suas obras lidas.
21 de novembro de 2008
Direito de ser Gente
Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Acabamos de passar pela semana da consciência negra, um período tão curto, porém, um período que é revelador, muito mais do que qualquer outro. Por isso quero vincular esse momento ao que diz o artigo 6 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A semana que tem seu ápice no dia 20 de novembro nos mostra o quanto este artigo especificamente, nunca saiu do papel. É só parar um pouco e pensar. A abolição da escravidão aconteceu oficialmente há 120 anos, parece muito mais não é, foram séculos de negação da humanidade do homem negro. Esse povo não era visto como pessoa, não tinha seus desejos e sonhos respeitados, aliás, não lhe foi dado o direito de sonhar
Acabou a escravidão, o mercado de trabalho foi todo ocupado por imigrantes europeus e japoneses e os negros foram jogados nas periferias, fadados ao subemprego e à marginalidade. A história não mudou, hoje, afro-descendentes continuam ocupando as periferias (favelas), continuam privados de uma educação de qualidade e não encontram lugar no mercado de trabalho. Seu espaço agora está limitado às cotas de “inclusão” e aos projetos sociais do governo, salvo, quando conquista fortuna, aí sim, é “respeitado”.
O Brasil esconde uma das piores espécies de preconceito, aquele que age como se não existisse, que vai corroendo como o câncer. Limitam o negro às expressões artístico-culturais(Que por sinal são maravilhosas), ou ao futebol. Expressões que não comportam toda a dimensão de ser negro, de ser um indivíduo.
Ser negro, ou lutar por uma consciência negra, não é lutar contra outra etnia, é manter-se vivo, é firmar-se como pessoa. E reconhecer a importância de se manter ligado às raízes culturais de seu povo, que não se limitam à dança ou música, é exercer o direito de ser gente. Ter orgulho dessas raízes é o primeiro passo para ser visto e respeitado como pessoa.
Se afirmar como povo, sem, contudo, minimizar a importância de outros povos, é, sobretudo, se reconhecer como indivíduo, como pessoa. É pôr em prática o que está escrito no Artigo 6 da declaração.
A semana da consciência negra é, senão, a luta pela cidadania, que é muito mais do que ter direito de votar e de ser votado. É ter o direito de não precisar provar que é gente, pessoa ou indivíduo, é o direito de ser visto como tal desde o nascimento.
Artigo 6
Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.
Acabamos de passar pela semana da consciência negra, um período tão curto, porém, um período que é revelador, muito mais do que qualquer outro. Por isso quero vincular esse momento ao que diz o artigo 6 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A semana que tem seu ápice no dia 20 de novembro nos mostra o quanto este artigo especificamente, nunca saiu do papel. É só parar um pouco e pensar. A abolição da escravidão aconteceu oficialmente há 120 anos, parece muito mais não é, foram séculos de negação da humanidade do homem negro. Esse povo não era visto como pessoa, não tinha seus desejos e sonhos respeitados, aliás, não lhe foi dado o direito de sonhar
Acabou a escravidão, o mercado de trabalho foi todo ocupado por imigrantes europeus e japoneses e os negros foram jogados nas periferias, fadados ao subemprego e à marginalidade. A história não mudou, hoje, afro-descendentes continuam ocupando as periferias (favelas), continuam privados de uma educação de qualidade e não encontram lugar no mercado de trabalho. Seu espaço agora está limitado às cotas de “inclusão” e aos projetos sociais do governo, salvo, quando conquista fortuna, aí sim, é “respeitado”.
O Brasil esconde uma das piores espécies de preconceito, aquele que age como se não existisse, que vai corroendo como o câncer. Limitam o negro às expressões artístico-culturais(Que por sinal são maravilhosas), ou ao futebol. Expressões que não comportam toda a dimensão de ser negro, de ser um indivíduo.
Ser negro, ou lutar por uma consciência negra, não é lutar contra outra etnia, é manter-se vivo, é firmar-se como pessoa. E reconhecer a importância de se manter ligado às raízes culturais de seu povo, que não se limitam à dança ou música, é exercer o direito de ser gente. Ter orgulho dessas raízes é o primeiro passo para ser visto e respeitado como pessoa.
Se afirmar como povo, sem, contudo, minimizar a importância de outros povos, é, sobretudo, se reconhecer como indivíduo, como pessoa. É pôr em prática o que está escrito no Artigo 6 da declaração.
A semana da consciência negra é, senão, a luta pela cidadania, que é muito mais do que ter direito de votar e de ser votado. É ter o direito de não precisar provar que é gente, pessoa ou indivíduo, é o direito de ser visto como tal desde o nascimento.
10 de novembro de 2008
Essa não desceu redondo
Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste. Passa, volta, mas não é por mim, não é para mim, aliás, para mim... Nada. Meus sonhos? Como líquido, escorreu um a um por entre meus dedos.
Eu estou aqui sim, mesmo que não me vejam.
Eu choro, sinto frio, minha barriga dói. Ninguém se importa.
Eles apenas passam com pressa, me chutam, me fazem chorar. E voltam dizendo que não posso ficar, nem aqui, nem ali.
Eu queria sumir, mas não posso.
Olhar para mim não faz bem aos olhos. Mas eu não era assim, me jogaram aqui.
Eu tinha um coração, mas o que me resta é um pedaço de carne cheio de rancor.
Coração não, ele não é para essas coisas, por isso, não tenho mais um.
Eles produziram, e me venderam, por isso podem entrar nos carros dos quais só vejo os pneus passando, aquela conversa agradável me convenceu.
Seu liquido mágico me prometeu sucesso, rodas de amigos, mulheres, me deu esperança de uma nova identidade, terminou por me roubar a que eu nem sabia que tinha.
Estava ali, ao alcance de minhas mãos. Minha garganta pedia.
Quatro anos, agora tenho que implorar pelo que, há pouco, me era oferecido.
Rastejo na sarjeta, o corpo dói...
Tudo outra vez: Chutes, palavras duras, zombarias, dores, rancor. Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste e avermelhado pelo alcoolismo.
1 de novembro de 2008
Simplicidade
Ganhar na Mega-sena, aparecer num reality show, ficar podre de rico, chegar ao poder, comprar um helicóptero, ser dono de uma ilha, etc. Esses são apenas alguns dos ideais que a maioria das pessoas tem. Sinceramente, esse tipo de vida não me atrai muito.
Uma vida simples me parece bem mais atraente, é claro que isso não significa que ganhar dinheiro não é importante, aliás, não se faz quase nada sem dinheiro, e além do mais, conforto é sempre bem vindo.
O que não me entra na cabeça é essa corrida desesperada pelo lucro, essa briga pelo poder, arranjar sempre motivos para estar em evidencia, mesmo que para isso seja necessário um escândalo. Ter anseios é sadio, o que não é, é ter a vida firmada na ambição, no acumular e, se for preciso, até tirar de alguém.
Pense bem, você não acha que viver sem essa correria é muito mais fácil? Viver sem precisar ser derrubado ou derrubar alguém, ter tempo para namorar, brincar com os filhos, ler um bom livro, assistir a um bom filme e tantas outras coisas que só uma vida levada de maneira simples pode oferecer.
“Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.” Escreveu Saint Exupéry
26 de outubro de 2008
Meu amigo tempo
Minha vida tem mudado e mudado muito... Às vezes tenho duvida se as escolhas que tenho feito são realmente as melhores, tenho mais dúvidas que certezas, aliás, só tenho certeza de uma única coisa. Sou feliz. Quebrei amarras que me prendiam: Alguns preconceitos, muitas “certezas”... Agora as escolhas são realmente minhas, por isso estou feliz.
Olho meu rosto no espelho e vejo o tempo, o tempo estampado na minha cara, há quem diga que o tempo é implacável, mas a mim só tem feito bem. Como aprendi... Agora estou mais próximo do SUPER-HOMEM*, aquele que depois do isolamento voltou ao vale para compartilhar sua sabedoria com os homens. A humanidade nem sempre compreende e para estes que ainda estão no vale a sabedoria é como palavras soltas ao vento.
Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo.
*Super-Homem: É o homem que encontra o sentido da vida aqui na terra e não por trás das estrelas.É o homem que diz "sim" à sua natureza, aos seus instintos e não sente vergomha de ser como é. É o homem que não blasfema contra a terra ( Aceita e ama a vida como finitude)
Olho meu rosto no espelho e vejo o tempo, o tempo estampado na minha cara, há quem diga que o tempo é implacável, mas a mim só tem feito bem. Como aprendi... Agora estou mais próximo do SUPER-HOMEM*, aquele que depois do isolamento voltou ao vale para compartilhar sua sabedoria com os homens. A humanidade nem sempre compreende e para estes que ainda estão no vale a sabedoria é como palavras soltas ao vento.
Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo.
*Super-Homem: É o homem que encontra o sentido da vida aqui na terra e não por trás das estrelas.É o homem que diz "sim" à sua natureza, aos seus instintos e não sente vergomha de ser como é. É o homem que não blasfema contra a terra ( Aceita e ama a vida como finitude)
22 de outubro de 2008
Faça você mesmo
As novas tecnologias têm facilitado muito a vida dos jornalistas, a informação é veiculada quase em tempo real, as imagens agora são digitais e são enviadas à redação via e-mail, a tecnologia 3G proporciona a produção e veiculação de reportagens via celular, é o jornalismo móvel, Já no jornalismo on-line há sites que são atualizados a cada minuto, o rádio na maioria das vezes divulga notícias colhidas na internet e nesse contexto as matérias perdem um pouco de sua credibilidade, não há tempo para checar as informações e além do mais a disputa para divulgar notícias em primeira mão é quase de vida ou morte.
Nessa corrida é quase impossível para um jornalista fazer um verdadeiro furo de reportagem. A não ser para Vlado Taneski um jornalista Macedônio da cidade de Kicevo. Ele foi acusado de fazer matérias sobre assassinatos que ele mesmo cometeu. “Um porta-voz da polícia disse que as suspeitas recaíram sobre Taneski após as reportagens assinadas por ele incluírem detalhes sobre os assassinatos que a polícia não havia divulgado”.
Nesse caso ele foi um verdadeiro repórter investigativo. Vlado foi além do que qualquer outro jornalista que cobriu o caso. Suas matérias eram tão completas que foram decisivas nas investigações da polícia. Elas traziam fatos ainda não divulgados pela polícia e por isso os investigadores da Macedônia puderam chegar ao responsável pelos crimes (O próprio jornalista) nos quais as vítimas eram três idosas , mortas, estupradas e cortadas em pedaços e ainda por um outro crime, o desaparecimento há vários anos de uma quarta vítima.
Esse cara deve ser estudado nas universidades de jornalismo de todo Brasil. Ele é criador de um novo gênero jornalístico. O gênero que denominei de:
Faça você mesmo.
http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7118 em 22/06/2008
Nessa corrida é quase impossível para um jornalista fazer um verdadeiro furo de reportagem. A não ser para Vlado Taneski um jornalista Macedônio da cidade de Kicevo. Ele foi acusado de fazer matérias sobre assassinatos que ele mesmo cometeu. “Um porta-voz da polícia disse que as suspeitas recaíram sobre Taneski após as reportagens assinadas por ele incluírem detalhes sobre os assassinatos que a polícia não havia divulgado”.
Nesse caso ele foi um verdadeiro repórter investigativo. Vlado foi além do que qualquer outro jornalista que cobriu o caso. Suas matérias eram tão completas que foram decisivas nas investigações da polícia. Elas traziam fatos ainda não divulgados pela polícia e por isso os investigadores da Macedônia puderam chegar ao responsável pelos crimes (O próprio jornalista) nos quais as vítimas eram três idosas , mortas, estupradas e cortadas em pedaços e ainda por um outro crime, o desaparecimento há vários anos de uma quarta vítima.
Esse cara deve ser estudado nas universidades de jornalismo de todo Brasil. Ele é criador de um novo gênero jornalístico. O gênero que denominei de:
Faça você mesmo.
http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7118 em 22/06/2008
Me inclua fora dessa
Não quero ser católico, crente, político ou ateu, não quero ser igual e nem diferente, não quero ser o que querem que eu seja. Eu quero ser simplesmente eu, assim já está bom. Além de ter que me preocupar em descobrir quem eu sou, será que ainda tenho que me preocupar em agradar os outros? Vão se catar. . . Eu sou feliz e isso já é o bastante, não preciso me enquadrar em mais nada.
Eu juro que vou me encontrar, só não espere que eu me pareça com você, eu sou único, você devia ser também. Apesar dos problemas amo tudo na minha vida. Amo a mulher que a vida escolheu para estar do meu lado(A vida é bela). Acho que o que nos aproximou foi justamente isso, sou livre para ser eu mesmo (E para amá-la também é muito fácil, ela não precisa parecer comigo). Lembra de Narciso? Apaixonou-se por sua imagem refletida na água e... Para ele foi o fim da história. Amo a profissão que escolhi, é claro que vou encontrar muitas dificuldades durante essa jornada, afinal, não vou poder escrever tudo o que penso, mas ainda assim vou fazer de tudo para não ferir meus princípios, princípios regidos pela liberdade e pela verdade.
É bem por aí, o que estou tentando dizer é que não precisa querer mudar minha vida, que mania mais chata essa de viver interferindo na vida dos outros. É claro que se posso de alguma maneira ser relevante na vida de alguém( Lógico, se esse alguém estiver a fim) então, farei a diferença, mas se ele não quer... Nada de forçar a barra. O que me deixa chateado é justamente essa interferência sem permissão. Parece que existe um modelo predeterminado e eu tenho que seguir esse tal modelo mesmo em detrimento de minha felicidade. Como dizia Patropí (Aquele da escolinha, lembra?)" Me inclua fora dessa".
http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7269 em 04/07/2008
Eu juro que vou me encontrar, só não espere que eu me pareça com você, eu sou único, você devia ser também. Apesar dos problemas amo tudo na minha vida. Amo a mulher que a vida escolheu para estar do meu lado(A vida é bela). Acho que o que nos aproximou foi justamente isso, sou livre para ser eu mesmo (E para amá-la também é muito fácil, ela não precisa parecer comigo). Lembra de Narciso? Apaixonou-se por sua imagem refletida na água e... Para ele foi o fim da história. Amo a profissão que escolhi, é claro que vou encontrar muitas dificuldades durante essa jornada, afinal, não vou poder escrever tudo o que penso, mas ainda assim vou fazer de tudo para não ferir meus princípios, princípios regidos pela liberdade e pela verdade.
É bem por aí, o que estou tentando dizer é que não precisa querer mudar minha vida, que mania mais chata essa de viver interferindo na vida dos outros. É claro que se posso de alguma maneira ser relevante na vida de alguém( Lógico, se esse alguém estiver a fim) então, farei a diferença, mas se ele não quer... Nada de forçar a barra. O que me deixa chateado é justamente essa interferência sem permissão. Parece que existe um modelo predeterminado e eu tenho que seguir esse tal modelo mesmo em detrimento de minha felicidade. Como dizia Patropí (Aquele da escolinha, lembra?)" Me inclua fora dessa".
http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7269 em 04/07/2008
Assinar:
Postagens (Atom)