4 de dezembro de 2009

Existia um motivo

Minha cabeça está a mil, não sei mais quando, em quê ou em quem pensar. A vida me pegou de surpresa.

As coisas poderiam ser tão mais simples, na verdade penso que a simplicidade poderia ser a resposta para minhas dúvidas. Mas o problema é: Não sei simplificar nada e um simples “sim” ou “não” consigo transformar em um grande TALVEZ.

Tudo passa tão rápido, as “cortinas” logo vão se fechar, meus sonhos daqui a pouco serão outros, porque não consigo vivê-los e só?

Sei que as pessoas que passam em nossas vidas de uma maneira ou de outra vão deixar em nós, ou levarão em si alguma marca, seja qual for, umas maiores, outra menores, ainda assim serão marcas. Isso é fato, não sei por que não aceito de uma vez por todas.

Preciso aprender a deixar essas pessoas passarem livremente, sem neuras, sem inseguranças, preciso aprender a viver o melhor possível seja com quem for, onde for ou quando for.

As coisas nunca são por acaso, acho que não existe acaso, mas só percebo isso quando olho para trás e penso: “Era tudo um grande quebra-cabeça, tudo se encaixou, existia um motivo”
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11 de novembro de 2009

Câmara assegura a constitucionalidade do diploma

Silvio Melo com FENAJ

Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11) a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09. A FENAJ prossegue com a vigília nacional em defesa da profissão de jornalista e pela aprovação da matéria, agora na CCJC do Senado.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB. “Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão”, comemorou, eufórico, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.

Na tarde desta quarta-feira os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.
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29 de outubro de 2009

Votação da PEC dos Jornalistas é adiada novamente

Ao contrário do que se esperava a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados não apreciou, nesta quarta-feira, a Proposta de Emenda Constitucional 386/09. Numa iniciativa protelatória, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto contrário a PEC dos Jornalistas no dia anterior. Apoiadores da proposta concentrarão esforços para que a proposta seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Identificado com os interesses dos empresários de comunicação, na justificativa de seu voto em separado Zenaldo Coutinho usou os mesmos argumentos das entidades patronais para se posicionar contra a PEC dos Jornalistas. Sua iniciativa se coaduna com a estratégia empresarial que, na semana passada, através da publicação de artigo da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, em veículos de comunicação de todo o país, buscou influenciar o posicionamento dos membros da CCJC.

Autor da PEC dos Jornalistas, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) classificou como um tipo de "censura" tanto a prática da grande mídia, que restringe o acesso ao debate quando concede espaço somente a uma versão dos fatos, como a tentativa de barrar a votação da Proposta na CCJ. "É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discussão. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da Proposta, o que considero uma prática anti-democrática", critica.

Pimenta adianta que, para a próxima semana, juntamente com a FENAJ, o relator da PEC dos Jornalistas, deputado Maurício Rands (PT-PE) a líder da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebeca Garcia (PP-AM) e com o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) serão desenvolvidos esforços para que a PEC seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Há expectativa, também, de que no mesmo dia os deputados Paulo Pimenta, Maurício Rands e Rebeca Garcia sejam recebidos pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, para discutir uma alternativa à decisão que extinguiu com a exigência do diploma.
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16 de outubro de 2009

PEC sobre diploma de jornalistas pode ser votada na próxima semana

Silvio Melo com Agência Câmara


 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania pode votar já na próxima quarta-feira (21) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. O parecer do relator, deputado Maurício Rands (PT-PE), pela admissibilidade da PEC, foi lido ontem na comissão, mas um pedido de vista adiou sua votação até a próxima semana.

O deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) explicou que pediu vista para aguardar o debate desta quinta-feira na comissão, em que foram ouvidos representantes das empresas do setor de comunicação, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), e a Ordem dos advogados do Brasil (OAB). "Mas na próxima semana a PEC estará pronta para entrar na pauta, dependendo do interesse dos deputados em votá-la", disse.

Há quatro meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a um, que o diploma universitário não é obrigatório para o exercício da profissão de jornalista. Segundo os ministros, a obrigatoriedade do diploma pode ferir a liberdade de expressão, um direito constitucional.

Colunas e artigos

Para o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, a regulamentação da profissão não limita o acesso aos meios de comunicação. Segundo ele, todos os dias, 40% do espaço editorial dos jornais é escrito por pessoas que não são jornalistas, mas que emitem opinião por meio de colunas e artigos assinados.

"Quem continua decidindo quem tem espaço para expressão nos veículos são os empresários, são decisões políticas, e a gente sabe muito bem disso", disse. Andrade citou a exclusão de políticos que são banidos de rádios e jornais locais, e questionou a decisão do Supremo.

A formação superior seria um critério democrático para a entrada nos veículos de comunicação, enquanto a outra opção seria autocrática, ou seja, o dono de um jornal ou TV decide quem vai ou não ser jornalista. "A prática profissional, o jornalismo, deve ser exercido por quem se habilita na teoria, se apropria de técnicas específicas e de uma ética determinada", defendeu.

A Fenaj trouxe alguns exemplos do que já está acontecendo. Um anúncio oferecia um curso de R$ 40 para quem quiser ser jornalista sem diploma, e um analfabeto conseguiu por decisão liminar o registro profissional da categoria.

Andrade disse que não é possível ver qualquer diferença nas últimas edições de grandes revistas, jornais e telejornais, que continuam contratando jornalistas técnicos formados por escolas de comunicação, mas no interior a realidade é diferente. "Se existe profissionalização no interior do Brasil, é porque havia uma lei, e a contribuição que as escolas deram no Brasil é enorme, principalmente ao moralizar essa atividade", completou.


 

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31 de agosto de 2009

Identidade

Um coração. Emoção, mistura de sentimentos. Conflito de certezas e dúvidas.

Um eterno desconhecido, "caçador de mim". Complicado e simples, paradoxal, consigo ir da organização ao caos.

Pescador de ilusões, cativante e desprezível, sensível e implacável, indestrutível e frágil. Eu sou assim. Pedaço de mim, lacunas de mim, feridas abertas em mim.

Perfeito? Sim! Mas por ser pré-feito.

Imperfeito? Sim!!! Sim porque ainda não chegou o fim.

Na roda da vida: aluno e professor.

Grande, na volta ao mundo.

Mundo girou, torno-me pequeno.

Na vida sou livre e sou refém, tenho fé, e não acredito em ninguém.

Sou um labirinto de meia-parede, posso ver
aonde ir, mas não é por onde eu quero seguir.

Minha vontade é vencer meus "moinhos", ir e voltar pelo caminho.

Quero ter alguém por perto. E, quando decidir, quero ficar só.

Posso te fazer infeliz, mas talvez comigo você se torne a pessoa mais feliz que já existiu.

É o que sou, faço e desfaço, sigo e tropeço, acerto e erro.

Mistura de riso e choro, risco e cautela, apatia e euforia, bom e mau.

Sou eu...

Eu sou assim.

Na verdade,
nem sei quem sou.


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9 de agosto de 2009

Hoje

Eu queria conseguir expor nesse texto ao menos um terço do que estou sentindo hoje.

Apesar de parecer um dia normal, afinal todo mundo tem um pai - exceto os filhos de Guaiamum, como dizia Chico – Mas, voltando ao cerne da questão, hoje não é, de forma alguma, um dia comum, mas como poderia? O meu pai não era tão comum assim.

A verdade é que, apesar de tudo, queria que ele ainda estivesse por aqui, vivo, perto de mim, poderia até brigar comigo, juro que não i ligar.

Há alguns anos este dia seria um dia daqueles de acordar cedo e, é claro, passar um pedaço da manhã com um friozinho chato na barriga até tomar coragem.

É, meu pai era um pouco assim, inconstante e eu nunca soube direito como me aproximar dele. Mas, vencidos os moinhos, valia à pena chegar lá e dá um abraço bem apertado nele, dizer que o amava e ouvir ele me chamando de professor. Só Deus sabe como sofro por não ter mais isso. Queria poder fazer o tempo voltar só para poder acordar cedo e dizer sem cerimônia alguma...

... Feliz dia dos pais!

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30 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA- Contar os mortos, disseminar o pânico

Luiz Antonio Magalhães

Sim, há uma nova gripe circulando no país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, como de resto em praticamente todo o mundo. É fato. Algumas pessoas vão morrer da moléstia, como de resto morre gente vítima das outras gripes existentes. Também é fato. O que tem sido visto na grande imprensa brasileira nos últimos dias, porém, é praticamente um crime contra o bom senso e a inteligência do distinto público. A cobertura da chamada gripe suína (o nome correto é Influenza A H1N1) se tornou uma verdadeira aberração, provoca pânico na população e certamente vai se mostrar exagerada em menos de dois ou três meses, quando os números da tal "terrível pandemia" começarem a murchar. Como a mídia não tem autocrítica, porém, logo surgirá outro assunto para a irresponsabilidade dos responsáveis pelas manchetes e escaladas dos telejornais.

Não é preciso ser gênio para perceber que a cobertura dos últimos dias e semanas, focada na contagem do número de mortos que a maléfica gripe já provocou no país, não tem nenhuma outra utilidade senão a de disseminar o pânico. O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, em sua coluna dominical (26/7) reproduzida ao final deste texto, classificou a cobertura da Folha - e em especial uma reportagem publicada no domingo anterior (19/7), intitulada "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses" - como "um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008".

Carlos Eduardo se limitou a escrever sobre a Folha, mas as suas observações valem para praticamente todos os grandes jornais e telejornais. Todos os dias o público vai sendo informado do número de mortos em decorrência da nova gripe, porém sem qualquer referência estatística ou base comparativa que permita a compreensão do fenômeno em curso. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já explicou, inclusive no programa televisivo deste Observatório, que a taxa de letalidade da gripe suína é a mesma da gripe comum - cerca de 0,6% dos infectados acabam morrendo. (Para ser preciso, usando os dados da OMS divulgados na segunda-feira, 27/7, são 87 mil infectados nas Américas para 707 mortes. A taxa de letalidade fica em 0,8%, mas deve ser muito mais baixa porque os países pararam de fazer testes para descobrir os infectados, que devem superar em muito os 87 mil).

Do ponto de vista da imprensa, porém, este é um dado que não deve ser de maneira alguma alardeado - afinal, notícia ruim é o que vende jornal e aumenta audiência na televisão. As estatísticas também mostram que morre muito mais gente de diarréia e verminose por semana no Brasil do que, desde o início do ano (quase oito meses!) de gripe suína. Aliás, só no inverno passado (junho/julho) foram 4,5 mil mortos da gripe "normal" contra os tais 45 da gripe suína neste ano.

Recordar é viver

O pior de tudo é que a mídia insiste em não aprender com os erros passados. Ao contrário, gosta de repetir os mesmos equívocos, mesmo que eles possam vir a cobrar seu preço em perda de credibilidade. A cobertura da nova doença, por exemplo, faz lembrar um pouco a do tal do Ebola, o vírus que dizimaria meia África e deixaria um rastro de desgraça pelo mundo afora. Na época (edição de 9 de agosto de 2000), a revista Veja publicou reportagem cujos títulos e lides eram os seguintes:

Truque assassino

Descoberto mecanismo de infecção do vírus Ebola, que mata nove entre dez contaminados

O Ebola é um pesadelo. Capaz de liquidar suas vítimas em poucos dias, é o mais violento de todos os vírus. De cada dez pessoas contaminadas, nove morrem. Isso ocorre porque o microrganismo ataca veias e artérias de todo o corpo, provocando hemorragia generalizada. Certos órgãos, como o fígado e os rins, simplesmente se desfazem e o sangue jorra em tal profusão que sai pelos olhos e poros. Na semana passada, cientistas americanos anunciaram o primeiro passo para combater esse assassino cruel: a descoberta da proteína usada pelo Ebola para destruir as células, causando o rompimento dos vasos sanguíneos. Entender o mecanismo de infecção torna possível o desenvolvimento de recursos para controlá-lo. "Remédios exigem maior prazo de pesquisa, mas uma vacina pode ser desenvolvida com rapidez", disse a VEJA Gary Nabel, coordenador da pesquisa no Instituto Nacional de Saúde, responsável pelos estudos com o vírus, nos Estados Unidos.

Bem, a África continua por lá e os africanos também. Mundo afora, parece que não foi muita gente que morreu contaminada pelo "pesadelo" da Veja, que mataria nove de cada dez contaminados. É evidente que a taxa de letalidade não poderia ser tão alta, é óbvio que a "reportagem" era uma aula de sensacionalismo barato.

Sensacionalismo ou motivação política

A reportagem da Folha, cuja irresponsabilidade foi apontada pelo ombudsman do jornal, é apenas um exemplo entre tantos outros que poderiam ser colhidos ao acaso em todos os grandes veículos de comunicação do país. Resta então analisar por que a mídia brasileira realiza uma cobertura tão equivocada da gripe suína. Vamos lá:

Qualquer estudante de primeiro ano de jornalismo ou qualquer jovem esperto, sem diploma, que entrar em uma redação percebe, em questão de minutos, o verdadeiro fascínio que as más notícias exercem sobre os jornalistas. Notícia ruim, tragédia das realmente pesadas, vende muito mais do que fatos positivos. A menos, é claro, que a boa notícia seja algum novo milagre de Fátima, a cura definitiva do câncer ou vitória da seleção em Copa do Mundo. O fato é que jornalistas gostam de notícias ruins porque elas vendem, portanto os ajudam a levar para casa o leitinho das crianças (em alguns casos, o "leitinho" é para os adultos mesmo). Enfim, a vida é dura e nada como uma boa manchete trágica para chamar atenção do público.

Por outro lado, já circula na internet, em blogs pró e contra o atual governo, a versão de que a cobertura da imprensa no caso da gripe suína visa desestabilizar o até aqui muito bem avaliado trabalho do ministro Temporão e, por tabela, tirar mais uns pontinhos da altíssima popularidade do presidente Lula. Sim, é a clássica teoria conspiratória: a mídia contra o governo, usando as armas disponíveis, mesmo que elas signifiquem botar no papel ou na telinha da televisão algo que pouco tem a ver com a realidade. Para os partidários desta teoria, o caso da gripe seria ainda mais estratégico, pois o candidato preferido da oposição ao cargo de Lula, o governador paulista José Serra (PSDB), foi ministro da Saúde, e a "desconstrução" da competência do atual ministro cairia como uma luva para a candidatura tucano-demista em 2010. Quem advoga esta tese lembra as "crises artificiais" criadas pela mídia, como a aérea, que no entanto pouco ou nada afetaram a popularidade do governo Lula.

É claro que ainda é cedo para dar um veredicto final sobre a cobertura da imprensa da gripe suína, mas já é possível sustentar a hipótese de a fome (de audiência e vendas) estar colada à vontade de comer (prejudicar um governo em relação ao qual a grande imprensa sempre foi francamente hostil). Os fatos, porém, acabam se impondo e são sempre mais fortes do que as versões construídas pela mídia, como prova o caso do "sequestro da caderneta de poupança", tão ventilado nas folhas e que se mostrou frágil como um castelo de cartas. Portanto, nada como um dia após o outro para que um quadro mais preciso das reais motivações da mídia nesta cobertura acabe aparecendo. O distinto público, para desalento de certos mancheteiros, é mais esperto do que se imagina...

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10 de maio de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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21 de abril de 2009

Quando serei eu mesmo o autor?

Li o texto de Fernanda Medeiros no site www.dominiocultural.com "Pensamentos suicidas". Foi como uma bofetada no rosto e não pude deixar de refletir sobre minha própria vida. Comecei a perceber como sou inconstante, isso por mais seguro que eu me mostre, pensei também como as pessoas perdem ou ganham importância em minha vida de acordo com meu estado de espírito, ora quero tê-las por perto, ora essas mesmas pessoas tornam-se perfeitamente dispensáveis. Como sou insatisfeito, como nada basta, sempre falta alguma coisa ou alguém.

É verdade que nunca pensei na morte propriamente dita, mas devo assumir que já pensei "É só isso?"ou "Será que me dei o bastante?", ou ainda, como disse Coco Chanel "Já não sou mais quem era, devo ser quem me tornei". Mas o que será que me tornei afinal? Sei que questionar é extremamente saudável e pôr à prova o que acreditamos é necessário, porém não ter certeza de quase nada é um tanto quanto perturbador.

A internet, a rapidez da informação, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e tudo mais que acompanha essa pós-modernidade, provavelmente sejam os grandes vilões da minha história como indivíduo. A verdade é que vivo numa intensa luta contra tudo e contra todos, ou melhor, acho que tudo isso não passa de uma luta contra mim mesmo. São tantas identidades ofertadas a mim, tantas coisas me condicionando que, assim como nas crônicas de Clarice Lispector(1968) e de Martha Medeiros(2000) eu me pergunto: "E se eu fosse eu?". Será que as pessoas que fazem parte de minha vida hoje teriam o mesmo valor, ou minhas respostas em relação à vida seriam as mesmas, esse texto que ainda nem terminei de escrever, teria o mesmo teor? Não sei dizer!

Tudo parece um grande espetáculo, minha vida tornou-se um imenso palco e, a todo tempo estou contracenando com alguém e numa espécie de rodízio vão mudando os atores e personagens: Vilões, heróis, mocinhos e mocinhas. Eu sempre interpretando, novos papéis novas falas e outros roteiros. E me pergunto:

Quando serei eu mesmo o autor?

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2 de abril de 2009

STJ adia julgamento de recurso contra o diploma

Inicialmente incluído para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal na sessão desta quarta-feira (1º/04), o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a exigência de diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, foi adiado. Para a FENAJ o adiamento foi positivo. A Executiva da entidade e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma vão se reunir para traçar novas estratégias de continuidade do movimento.
Não foi divulgada nova data para julgamento do recurso contra o diploma.

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