26 de outubro de 2008

Meu amigo tempo

Minha vida tem mudado e mudado muito... Às vezes tenho duvida se as escolhas que tenho feito são realmente as melhores, tenho mais dúvidas que certezas, aliás, só tenho certeza de uma única coisa. Sou feliz. Quebrei amarras que me prendiam: Alguns preconceitos, muitas “certezas”... Agora as escolhas são realmente minhas, por isso estou feliz.

Olho meu rosto no espelho e vejo o tempo, o tempo estampado na minha cara, há quem diga que o tempo é implacável, mas a mim só tem feito bem. Como aprendi... Agora estou mais próximo do SUPER-HOMEM*, aquele que depois do isolamento voltou ao vale para compartilhar sua sabedoria com os homens. A humanidade nem sempre compreende e para estes que ainda estão no vale a sabedoria é como palavras soltas ao vento.

Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo.


*Super-Homem: É o homem que encontra o sentido da vida aqui na terra e não por trás das estrelas.É o homem que diz "sim" à sua natureza, aos seus instintos e não sente vergomha de ser como é. É o homem que não blasfema contra a terra ( Aceita e ama a vida como finitude)
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22 de outubro de 2008

Faça você mesmo

As novas tecnologias têm facilitado muito a vida dos jornalistas, a informação é veiculada quase em tempo real, as imagens agora são digitais e são enviadas à redação via e-mail, a tecnologia 3G proporciona a produção e veiculação de reportagens via celular, é o jornalismo móvel, Já no jornalismo on-line há sites que são atualizados a cada minuto, o rádio na maioria das vezes divulga notícias colhidas na internet e nesse contexto as matérias perdem um pouco de sua credibilidade, não há tempo para checar as informações e além do mais a disputa para divulgar notícias em primeira mão é quase de vida ou morte.

Nessa corrida é quase impossível para um jornalista fazer um verdadeiro furo de reportagem. A não ser para Vlado Taneski um jornalista Macedônio da cidade de Kicevo. Ele foi acusado de fazer matérias sobre assassinatos que ele mesmo cometeu. “Um porta-voz da polícia disse que as suspeitas recaíram sobre Taneski após as reportagens assinadas por ele incluírem detalhes sobre os assassinatos que a polícia não havia divulgado”.

Nesse caso ele foi um verdadeiro repórter investigativo. Vlado foi além do que qualquer outro jornalista que cobriu o caso. Suas matérias eram tão completas que foram decisivas nas investigações da polícia. Elas traziam fatos ainda não divulgados pela polícia e por isso os investigadores da Macedônia puderam chegar ao responsável pelos crimes (O próprio jornalista) nos quais as vítimas eram três idosas , mortas, estupradas e cortadas em pedaços e ainda por um outro crime, o desaparecimento há vários anos de uma quarta vítima.

Esse cara deve ser estudado nas universidades de jornalismo de todo Brasil. Ele é criador de um novo gênero jornalístico. O gênero que denominei de:

Faça você mesmo.

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7118 em 22/06/2008
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Me inclua fora dessa

Não quero ser católico, crente, político ou ateu, não quero ser igual e nem diferente, não quero ser o que querem que eu seja. Eu quero ser simplesmente eu, assim já está bom. Além de ter que me preocupar em descobrir quem eu sou, será que ainda tenho que me preocupar em agradar os outros? Vão se catar. . . Eu sou feliz e isso já é o bastante, não preciso me enquadrar em mais nada.

Eu juro que vou me encontrar, só não espere que eu me pareça com você, eu sou único, você devia ser também. Apesar dos problemas amo tudo na minha vida. Amo a mulher que a vida escolheu para estar do meu lado(A vida é bela). Acho que o que nos aproximou foi justamente isso, sou livre para ser eu mesmo (E para amá-la também é muito fácil, ela não precisa parecer comigo). Lembra de Narciso? Apaixonou-se por sua imagem refletida na água e... Para ele foi o fim da história. Amo a profissão que escolhi, é claro que vou encontrar muitas dificuldades durante essa jornada, afinal, não vou poder escrever tudo o que penso, mas ainda assim vou fazer de tudo para não ferir meus princípios, princípios regidos pela liberdade e pela verdade.

É bem por aí, o que estou tentando dizer é que não precisa querer mudar minha vida, que mania mais chata essa de viver interferindo na vida dos outros. É claro que se posso de alguma maneira ser relevante na vida de alguém( Lógico, se esse alguém estiver a fim) então, farei a diferença, mas se ele não quer... Nada de forçar a barra. O que me deixa chateado é justamente essa interferência sem permissão. Parece que existe um modelo predeterminado e eu tenho que seguir esse tal modelo mesmo em detrimento de minha felicidade. Como dizia Patropí (Aquele da escolinha, lembra?)" Me inclua fora dessa".

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7269 em 04/07/2008
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I Have a Dream

Não consigo sonhar tão alto quanto sonhou o Reverendo Martin Luther King. Porém, tenho sonhado. Este sonho, sonho para mim, não é comum a outros como foi o dele. O meu na verdade tem um preço,é verdade que não se compara com o preço que o reverendo pagou por ter sonhado. O sonho dele não era para qualquer pessoa. O meu é.

Mas, por exemplo, aquele que tem pressa não consegue perceber isso como sonho. Tal sonho não se realiza de uma só vez, é preciso empreender uma construção, essa se dá no dia a dia.

O meu sonho tem muito em comum com o dele, ele se traduz num sentido para a vida e este não se encontra, é criado, construído.

A construção desse meu sonho é um processo que causa dor, deixa marcas. Contudo, não elimina a alegria, o sorriso, a música, o perfume, a paixão, enfim, esse sonho é tudo o que se desvela como sendo felicidade.

Essa felicidade é simples. É como percebia Saint-Exupery "A felicidade consiste em ter alguém a quem amar ter algo para fazer e alguma coisa para esperar"

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=8233 em 15/09/2008
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"Fodam-se,fodam-se!"

Em 1964 um golpe militar depôs o presidente João Goulart, a partir daí centenas de brasileiros foram perseguidos, cassados, exilados, presos, torturados e mortos. Todos foram privados de expressar suas idéias ou seus ideais, não podia sequer pensar, todo tipo de produção de cunho artístico ou cultural foram censuradas. Ao todo foram censuradas mais de 1700 obras do cinema, música, teatro, literatura entre outras expressões artísticas.

Para manter o que eles chamavam de “segurança nacional” foi empregada muita violência. A propaganda do “milagre econômico” tentava a todo custo justificar os absurdos que afundavam a democracia brasileira e para tanto eram usados os meios de comunicação de massa. Contudo não conseguiram mascarar as torturas que aconteciam nas salas escuras do poder. Não conseguiram esconder a quê vieram.

Quem ousasse fazer qualquer tipo de denuncia, era exilado, torturado ou morto. Muitas vezes os três. E assim foi com jornalistas, músicos, padres, teatrólogos, políticos e qualquer um que desafiou o regime do medo e do terror. Em resposta a esse regime, grupos aderiram à luta armada, seqüestraram autoridades, e denunciavam os militares por meio de manifestos. Muitos foram encontrados mortos, outros ainda hoje estão desaparecidos. Mas quanto mais tentavam calar os brasileiros, tanto mais crescia a pressão popular.

Essa pressão popular culminou na abertura política no país e a extinção do AI-5 em 1978, a criação da lei da anistia em 1979 e, por fim, terminou a censura às produções artístico-culturais no país. Os exilados começaram a voltar, foram compostas letras de músicas que exaltavam o Brasil, que falavam da época de chumbo e todos celebravam a volta da liberdade de expressão.

Milhares de pessoas foram às ruas, isso em diversos estados e clamavam por ”Diretas Já”. Mais tarde pôde-se democraticamente eleger governadores, senadores, presidentes e etc.

Mas nem tudo se transformou em rosas, a interpretação que se fez da lei da anistia de 1979 beneficiou, sobretudo, autoridades que cometeram crimes em nome do governo, o que inclui torturas e execuções. Conclusão: Esses criminosos ficaram e continuam na impunidade.

Agora em agosto de 2008, o ministro da Justiça, Tarso Genro e o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, se mostraram dispostos a rever a interpretação da lei da Anistia. Claro que é necessário, ora deve-se lembrar que artistas foram censurados, mulheres foram estupradas, jovens eletrocutados, estudantes terrivelmente torturados, pessoas queimadas vivas, unhas arrancadas e os que cometeram esses crimes hediondos continuam completamente impunes transitando livremente pelas ruas.

E pasmem vocês, depois de afogar nosso país em dívidas e em sangue ainda querem nos obrigar a ouvir patifes como aqueles de outrora, dizendo que o erro foi “Torturar e não matar”. Tal declaração saiu da boca do deputado federal Jair Bolsonaro (E o povo ainda vota nesse tipo canalha) ao encontrar estudantes da UNE que faziam um manifesto pela Revisão da lei da Anistia na saída de uma reunião de Oficiais do Exercito no clube dos Militares. Como prova de seu caráter ele resolveu nos agraciar com mais umas de suas belas palavras e fechando o festival de canalhices continuou a declaração com as palavras:

“Fodam-se , fodam-se!”

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=8330 em 23/09/2008
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21 de outubro de 2008

Extensão: União entre universidade e comunidade

Silvio Melo(estagiário)


Há quem diga que uma  Instituição de Ensino Superior (IES) deve estar firmada em três pontos principais: Ensino, Pesquisa e Extensão. Os dois primeiros elementos são muito comentados e valorizados, mas, e a extensão? O que se percebe é que durante muitos anos, a atividade extensionista universitária foi confundida com assistencialismo.

Porém, essa realidade tem mudado e, cada vez mais, as instituições vêem a importância de possuir ações de extensão, já que são essas atividades que possibilitam a interação entre universidade e  comunidade.
 

“A filantropia visa o bem estar do outro através de políticas de bem estar social, na extensão, porém, existe essa preocupação com o bem estar, só que somada à possibilidade de interação dessas comunidades ditas alheias ao meio acadêmico, dando-lhes a oportunidade de desenvolver suas próprias potencialidades.” Comentou a Professora Drª. Robéria Nádia, DECOM ( Departamento de Comunicação) da UEPB e sobre o tema, ainda destacou: “É através da extensão, como nas atividades das Rádios difusoras, por exemplo, que se torna possível   instituir o saber não instituído da sociedade.”

Ainda, segundo a Professora Drª. Robéria, “Extensão não é só fazer o bem, mas fazer o bem em consonância com a sociedade, não é só fazer uma ação externa para a sociedade, e sim, possibilitar a integração da sociedade à universidade". Robéria aponta a universidade como tendo um caráter universal, e essa universalidade significa a interação dos mecanismos acadêmicos com os mecanismos sociais.

E esse nexo de convergência se dá por meio das atividades de ensino, pesquisa e de extensão. Entre esses três pontos, Robéria destacou a extensão “A extensão é o canal de comunicação da universidade com a sociedade, é através da extensão que a universidade coloca em prática todos os conteúdos teórico-acadêmicos que são discutidos e difundidos em seu contexto cotidiano. Então, é através da sociedade que a universidade se revitaliza, se reinventa e se reconstrói.”

Assim, a extensão vem se desenvolvendo e ganhando status a passos mais largos até do que a própria graduação e pós-graduação. E nos últimos  anos, o próprio CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) tem facilitado o acesso de financiamento para ações extensionistas, mudando o olhar que se tem da extensão, não só dentro da própria universidade, como fora também.

(Retirado de: www.universiti.com.br)

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Quando serei eu mesmo o autor?

Li o texto de Fernanda Medeiros no site www.dominiocultural.com “Pensamentos suicidas”. Foi como uma bofetada no rosto e não pude deixar de refletir sobre minha própria vida. Comecei a perceber como sou inconstante, isso por mais seguro que eu me mostre, pensei também como as pessoas perdem ou ganham importância em minha vida de acordo com meu estado de espírito, ora quero tê-las por perto, ora essas mesmas pessoas tornam-se perfeitamente dispensáveis. Como sou insatisfeito, como nada basta, sempre falta alguma coisa ou alguém.

É verdade que nunca pensei na morte propriamente dita, mas devo assumir que já pensei “É só isso?”ou “Será que me dei o bastante?”, ou ainda, como disse Coco Chanel “Já não sou mais quem era, devo ser quem me tornei”. Mas o que será que me tornei afinal? Sei que questionar é extremamente saudável e pôr à prova o que acreditamos é necessário, porém não ter certeza de quase nada é um tanto quanto perturbador.

A internet, a rapidez da informação, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e tudo mais que acompanha essa pós-modernidade, provavelmente sejam os grandes vilões da minha história como indivíduo. A verdade é que vivo numa intensa luta contra tudo e contra todos, ou melhor, acho que tudo isso não passa de uma luta contra mim mesmo. São tantas identidades ofertadas a mim, tantas coisas me condicionando que, assim como nas crônicas de Clarice Lispector(1968) e de Martha Medeiros(2000) eu me pergunto: “E se eu fosse eu?”. Será que as pessoas que fazem parte de minha vida hoje teriam o mesmo valor, ou minhas respostas em relação à vida seriam as mesmas, esse texto que ainda nem terminei de escrever, teria o mesmo teor? Não sei dizer!

Tudo parece um grande espetáculo, minha vida tornou-se um imenso palco e, a todo tempo estou contracenando com alguém e numa espécie de rodízio vão mudando os atores e personagens: Vilões, heróis, mocinhos e mocinhas. Eu sempre interpretando, novos papéis novas falas e outros roteiros. E me pergunto:

Quando serei eu mesmo o autor?
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