9 de agosto de 2009

Hoje

Eu queria conseguir expor nesse texto ao menos um terço do que estou sentindo hoje.

Apesar de parecer um dia normal, afinal todo mundo tem um pai - exceto os filhos de Guaiamum, como dizia Chico – Mas, voltando ao cerne da questão, hoje não é, de forma alguma, um dia comum, mas como poderia? O meu pai não era tão comum assim.

A verdade é que, apesar de tudo, queria que ele ainda estivesse por aqui, vivo, perto de mim, poderia até brigar comigo, juro que não i ligar.

Há alguns anos este dia seria um dia daqueles de acordar cedo e, é claro, passar um pedaço da manhã com um friozinho chato na barriga até tomar coragem.

É, meu pai era um pouco assim, inconstante e eu nunca soube direito como me aproximar dele. Mas, vencidos os moinhos, valia à pena chegar lá e dá um abraço bem apertado nele, dizer que o amava e ouvir ele me chamando de professor. Só Deus sabe como sofro por não ter mais isso. Queria poder fazer o tempo voltar só para poder acordar cedo e dizer sem cerimônia alguma...

... Feliz dia dos pais!

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