23 de dezembro de 2008

Um ponto para recomeçar

Sabe aquela sensação de estar sendo apertado por todos os lados? É assim que estou me sentindo hoje. Sei lá, é como se algo não estivesse completo. Como um texto que precisa ser reescrito.

Então, deve ser este o motivo que me fez acordar assim, meio saudosista, lembrando das brincadeiras de criança, dos vendedores de algodão doce passando na minha rua, de quando eu empinava Pipa, brincava de pião com a garotada em frente de minha casa, do futebol que sempre terminava em confusão, de quando só o seriado Chaves era capaz de me deter na frente da TV. Também senti uma saudade louca do meu pai.

Esse processo de resgate do passado começou de uma maneira bem estranha, meio sem querer. Enquanto navegava na net pude perceber um paralelo entre o espaço virtual e minha própria vida.

No espaço real existem coisas que me remetem a lembranças só minhas, que interessam somente a mim: Cheiros, sensações, lugares etc., momentos que foram diretamente influenciados, modificados ou somente vividos por mim, ou seja, de alguma maneira existem pontos na minha memória que quando acessados remetem a passagens da minha vida que me fizeram ser quem eu sou hoje ou até mesmo, que poderão fazer-me diferente do que me tornei.

No Hipertexto, plataforma a qual se agregam outros conjuntos de informação em forma de textos, imagens ou sons, cujo acesso se dá através dos links, que, assim como na vida, me levam a lugares que interessam somente a mim, ou seja, esses caminhos digitais me levam a destinos que foram produzidos(Textos, por exemplo), ou percorridos por mim, esses caminhos são vivenciados de forma tal que as informações passam a ser absorvidas, reeditadas, reafirmadas, contestadas ou somente percebidas por mim.

Minhas experiências vividas no ambiente real e também no virtual me propiciam fazer uma constatação: Nada é definitivo ou está livre da possibilidade de ser modificado. À medida que o dia é vivido vai se configurando a possibilidade da mudança, do recomenço, a oportunidade de refazer a história. De igual modo, ao passo que os hipertextos são explorados, os links nos dão a oportunidade de trilhar um novo caminho, de mudar nossa percepção em relação a determinado tema, ou somente mudando o foco de interesse.


Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço.
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Razões

As mesmas razões que me fizeram acreditar no teu sorriso fácil, nas tuas palavras ingênuas, no menino que me faria feliz por toda uma vida. Que ironia... o menino tornou-se um homem que eu não conheço, alguém incapaz de perceber que será inesquecível.

Imortalizei o encanto que devotei a ti, o tempo nada é. Nada importa, se tu existes, só para que eu assim possa sentir tua falta, fechar os olhos e ouvir tua voz sussurrando baixinho as palavras que eu nunca mais quero ouvir.

“Depois de ti os outros serão sempre os outros”, ninguém é perfeito comparado à tua imperfeição, ninguém me fará sofrer como tu o fizestes, eu nunca irei amar, ou acreditar nesse sentimento, se não for oferecido ao meu, já que em nenhum momento existiu o nosso, mais belo sonho. Hoje já não falo da ilusão adolescente que outrora me magoou, me marcando por toda uma vida, não preciso mais mentir que não é para ti que meus pensamentos voltam, quando todo o resto se perde no pó de um fracasso previsível.

A ti, minha mais doce ilusão, eterna realidade presente, dedico palavras repetidas, rabiscos tão patéticos como há tanto tempo não escrevia, devaneios tolos que a poucos mostrei, e o que importa agora se o mundo sabe? Se não é você que irá ler!

Na verdade não é que eu não acredite no amor, ele pode sim existir, mas não para mim, não quando tu não podes ser meu, mesmo que sempre seja, por mais que hesite, sei que lembra, tenho certeza. Quem não lembraria? Quem não associaria um ao outro em um lugarejo tão pequeno, onde existe o mais perfeito pôr do sol, onde o céu faz parar o tempo, onde as estrelas brilham mais, onde eu não volto, nada volta, não mais.

Quero meu tempo de volta, quero uma felicidade passageira que nunca vá embora, quero parar o filme no instante em que deitado em meu colo fechastes os olhos, no momento em que era só meu, de olhos fechados para o mundo, e os meus abertos para ti. Só você e nada mais.

E qual razão teria eu para amar-te? Realmente, nenhuma! Nunca acreditei nas juras destinadas a tantas, nunca pensei serem exclusivos os beijos sem sentimento que me davas, em nenhum momento tive a pretensão de achar que gostavas de mim ou que apenas sentisse falta do meu abraço, sempre falamos línguas tão diferentes... nunca entendias meus motivos, minha dor, meu sentimento, minha razão!

Mas por que terminar o textinho patético de uma iludida incurável, com palavras tristes? Por que não voltar à ilusão de que fui amada, por uma vez apenas. Às vezes precisamos mesmo de uma mentira, a única que nos faça viver. Pensamentos sem nexo, lembranças que vão muito além da lógica, coisas que só eu sei, só eu senti, só eu vivo.

Minhas razões, únicas, indecifráveis, inexplicáveis. Não sei para quê leram tamanha bobagem, mas se leram, me desculpem, não queria expor tanta idiotice, foi apenas uma forma que encontrei para dizer que minha razão ultrapassa os limites do tempo e da reciprocidade. Não importa que eu nada tenha, desde que possa ver-te feliz, mesmo que ao longe, longe demais para poder alcançá-lo um dia.

Por Fernanda Medeiros
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3 de dezembro de 2008

Não há vagas



Chegou correndo, porta aberta e, abarrotada de bagagens entra sem dizer nada.
− Pois não, posso ajudar?
Desviando o olhar, ela fala apressada:
− Um quarto, por favor.
− Fez reservas? Perguntei. Ela, ainda sem olhar, balança a cabeça.
− Não?
− Tem certeza que não tem nem um quartinho pra mim? Um pequenininho sequer? Não precisa ser suíte não.
− Olha, mais à frente tem uma hospedaria, quem sabe lá você num encontra lugar.
− Pode ser.
− Você sabe, encontrar lugar aqui, assim, sem reservar é difícil. Ainda mais num lugar tropical, sol o ano inteiro.
− Como é seu nome? Perguntou.
Respondi −Alma Livre.
Ela já ia correndo, toda atrapalhada com suas bagagens. Gritei.
− Ei psiu! E o seu?
− Meu nome? TRISTEZAAAAAAAA!!!
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Ciranda de idéias


Um mágico, um escultor de sonhos, uma criança em suas brincadeiras... O que dizer de quem escreve, de quem de uma caneta e um papel faz surgir como num passe de mágica um outro mundo? Um mundo que por vezes faz sorrir; mas que pode de maneira tão bela quanto, fazer chorar. Que dom tão belo e tênue, o de manejar bem as palavras.

Palavras que levam a reflexão ou a constatação de fatos, que pode prender a realidade ou simplesmente como num golpe de arte marcial oriental te arrebatar para outra dimensão, a das idéias, dos sonhos, do imaginário;do lúdico...

O paradoxo do prazer e da dor, a arte de escrever como uma expressão livre, livre para observar ou não as normas cultas da língua, para criar novos gêneros literários ou apenas escrever... Num exercício de liberdade e prazer, numa dança linda entre emoção e razão.

Pela escrita pode-se formar conceitos, destruir preconceitos e ampliar nossa cosmovisão.

Quem escreve não morre,mas renasce cada vez que tem uma de suas obras lidas.
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21 de novembro de 2008

Direito de ser Gente

Declaração Universal dos Direitos Humanos
Artigo 6

Todo homem tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.



Acabamos de passar pela semana da consciência negra, um período tão curto, porém, um período que é revelador, muito mais do que qualquer outro. Por isso quero vincular esse momento ao que diz o artigo 6 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A semana que tem seu ápice no dia 20 de novembro nos mostra o quanto este artigo especificamente, nunca saiu do papel. É só parar um pouco e pensar. A abolição da escravidão aconteceu oficialmente há 120 anos, parece muito mais não é, foram séculos de negação da humanidade do homem negro. Esse povo não era visto como pessoa, não tinha seus desejos e sonhos respeitados, aliás, não lhe foi dado o direito de sonhar
Acabou a escravidão, o mercado de trabalho foi todo ocupado por imigrantes europeus e japoneses e os negros foram jogados nas periferias, fadados ao subemprego e à marginalidade. A história não mudou, hoje, afro-descendentes continuam ocupando as periferias (favelas), continuam privados de uma educação de qualidade e não encontram lugar no mercado de trabalho. Seu espaço agora está limitado às cotas de “inclusão” e aos projetos sociais do governo, salvo, quando conquista fortuna, aí sim, é “respeitado”.
O Brasil esconde uma das piores espécies de preconceito, aquele que age como se não existisse, que vai corroendo como o câncer. Limitam o negro às expressões artístico-culturais(Que por sinal são maravilhosas), ou ao futebol. Expressões que não comportam toda a dimensão de ser negro, de ser um indivíduo.
Ser negro, ou lutar por uma consciência negra, não é lutar contra outra etnia, é manter-se vivo, é firmar-se como pessoa. E reconhecer a importância de se manter ligado às raízes culturais de seu povo, que não se limitam à dança ou música, é exercer o direito de ser gente. Ter orgulho dessas raízes é o primeiro passo para ser visto e respeitado como pessoa.
Se afirmar como povo, sem, contudo, minimizar a importância de outros povos, é, sobretudo, se reconhecer como indivíduo, como pessoa. É pôr em prática o que está escrito no Artigo 6 da declaração.
A semana da consciência negra é, senão, a luta pela cidadania, que é muito mais do que ter direito de votar e de ser votado. É ter o direito de não precisar provar que é gente, pessoa ou indivíduo, é o direito de ser visto como tal desde o nascimento.
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10 de novembro de 2008

Essa não desceu redondo


Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste. Passa, volta, mas não é por mim, não é para mim, aliás, para mim... Nada. Meus sonhos? Como líquido, escorreu um a um por entre meus dedos.
Eu estou aqui sim, mesmo que não me vejam.
Eu choro, sinto frio, minha barriga dói. Ninguém se importa.
Eles apenas passam com pressa, me chutam, me fazem chorar. E voltam dizendo que não posso ficar, nem aqui, nem ali.
Eu queria sumir, mas não posso.
Olhar para mim não faz bem aos olhos. Mas eu não era assim, me jogaram aqui.
Eu tinha um coração, mas o que me resta é um pedaço de carne cheio de rancor.
Coração não, ele não é para essas coisas, por isso, não tenho mais um.
Eles produziram, e me venderam, por isso podem entrar nos carros dos quais só vejo os pneus passando, aquela conversa agradável me convenceu.
Seu liquido mágico me prometeu sucesso, rodas de amigos, mulheres, me deu esperança de uma nova identidade, terminou por me roubar a que eu nem sabia que tinha.
Estava ali, ao alcance de minhas mãos. Minha garganta pedia.
Quatro anos, agora tenho que implorar pelo que, há pouco, me era oferecido.
Rastejo na sarjeta, o corpo dói...
Tudo outra vez: Chutes, palavras duras, zombarias, dores, rancor. Tantos carros, pessoas, pernas, pés. Cinza, é tudo o que consegue ver meu olhar triste e avermelhado pelo alcoolismo.
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1 de novembro de 2008

Simplicidade

Ganhar na Mega-sena, aparecer num reality show, ficar podre de rico, chegar ao poder, comprar um helicóptero, ser dono de uma ilha, etc. Esses são apenas alguns dos ideais que a maioria das pessoas tem. Sinceramente, esse tipo de vida não me atrai muito.

Uma vida simples me parece bem mais atraente, é claro que isso não significa que ganhar dinheiro não é importante, aliás, não se faz quase nada sem dinheiro, e além do mais, conforto é sempre bem vindo.

O que não me entra na cabeça é essa corrida desesperada pelo lucro, essa briga pelo poder, arranjar sempre motivos para estar em evidencia, mesmo que para isso seja necessário um escândalo. Ter anseios é sadio, o que não é, é ter a vida firmada na ambição, no acumular e, se for preciso, até tirar de alguém.

Pense bem, você não acha que viver sem essa correria é muito mais fácil? Viver sem precisar ser derrubado ou derrubar alguém, ter tempo para namorar, brincar com os filhos, ler um bom livro, assistir a um bom filme e tantas outras coisas que só uma vida levada de maneira simples pode oferecer.

“Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.” Escreveu Saint Exupéry

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26 de outubro de 2008

Meu amigo tempo

Minha vida tem mudado e mudado muito... Às vezes tenho duvida se as escolhas que tenho feito são realmente as melhores, tenho mais dúvidas que certezas, aliás, só tenho certeza de uma única coisa. Sou feliz. Quebrei amarras que me prendiam: Alguns preconceitos, muitas “certezas”... Agora as escolhas são realmente minhas, por isso estou feliz.

Olho meu rosto no espelho e vejo o tempo, o tempo estampado na minha cara, há quem diga que o tempo é implacável, mas a mim só tem feito bem. Como aprendi... Agora estou mais próximo do SUPER-HOMEM*, aquele que depois do isolamento voltou ao vale para compartilhar sua sabedoria com os homens. A humanidade nem sempre compreende e para estes que ainda estão no vale a sabedoria é como palavras soltas ao vento.

Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo.


*Super-Homem: É o homem que encontra o sentido da vida aqui na terra e não por trás das estrelas.É o homem que diz "sim" à sua natureza, aos seus instintos e não sente vergomha de ser como é. É o homem que não blasfema contra a terra ( Aceita e ama a vida como finitude)
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22 de outubro de 2008

Faça você mesmo

As novas tecnologias têm facilitado muito a vida dos jornalistas, a informação é veiculada quase em tempo real, as imagens agora são digitais e são enviadas à redação via e-mail, a tecnologia 3G proporciona a produção e veiculação de reportagens via celular, é o jornalismo móvel, Já no jornalismo on-line há sites que são atualizados a cada minuto, o rádio na maioria das vezes divulga notícias colhidas na internet e nesse contexto as matérias perdem um pouco de sua credibilidade, não há tempo para checar as informações e além do mais a disputa para divulgar notícias em primeira mão é quase de vida ou morte.

Nessa corrida é quase impossível para um jornalista fazer um verdadeiro furo de reportagem. A não ser para Vlado Taneski um jornalista Macedônio da cidade de Kicevo. Ele foi acusado de fazer matérias sobre assassinatos que ele mesmo cometeu. “Um porta-voz da polícia disse que as suspeitas recaíram sobre Taneski após as reportagens assinadas por ele incluírem detalhes sobre os assassinatos que a polícia não havia divulgado”.

Nesse caso ele foi um verdadeiro repórter investigativo. Vlado foi além do que qualquer outro jornalista que cobriu o caso. Suas matérias eram tão completas que foram decisivas nas investigações da polícia. Elas traziam fatos ainda não divulgados pela polícia e por isso os investigadores da Macedônia puderam chegar ao responsável pelos crimes (O próprio jornalista) nos quais as vítimas eram três idosas , mortas, estupradas e cortadas em pedaços e ainda por um outro crime, o desaparecimento há vários anos de uma quarta vítima.

Esse cara deve ser estudado nas universidades de jornalismo de todo Brasil. Ele é criador de um novo gênero jornalístico. O gênero que denominei de:

Faça você mesmo.

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7118 em 22/06/2008
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Me inclua fora dessa

Não quero ser católico, crente, político ou ateu, não quero ser igual e nem diferente, não quero ser o que querem que eu seja. Eu quero ser simplesmente eu, assim já está bom. Além de ter que me preocupar em descobrir quem eu sou, será que ainda tenho que me preocupar em agradar os outros? Vão se catar. . . Eu sou feliz e isso já é o bastante, não preciso me enquadrar em mais nada.

Eu juro que vou me encontrar, só não espere que eu me pareça com você, eu sou único, você devia ser também. Apesar dos problemas amo tudo na minha vida. Amo a mulher que a vida escolheu para estar do meu lado(A vida é bela). Acho que o que nos aproximou foi justamente isso, sou livre para ser eu mesmo (E para amá-la também é muito fácil, ela não precisa parecer comigo). Lembra de Narciso? Apaixonou-se por sua imagem refletida na água e... Para ele foi o fim da história. Amo a profissão que escolhi, é claro que vou encontrar muitas dificuldades durante essa jornada, afinal, não vou poder escrever tudo o que penso, mas ainda assim vou fazer de tudo para não ferir meus princípios, princípios regidos pela liberdade e pela verdade.

É bem por aí, o que estou tentando dizer é que não precisa querer mudar minha vida, que mania mais chata essa de viver interferindo na vida dos outros. É claro que se posso de alguma maneira ser relevante na vida de alguém( Lógico, se esse alguém estiver a fim) então, farei a diferença, mas se ele não quer... Nada de forçar a barra. O que me deixa chateado é justamente essa interferência sem permissão. Parece que existe um modelo predeterminado e eu tenho que seguir esse tal modelo mesmo em detrimento de minha felicidade. Como dizia Patropí (Aquele da escolinha, lembra?)" Me inclua fora dessa".

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=7269 em 04/07/2008
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I Have a Dream

Não consigo sonhar tão alto quanto sonhou o Reverendo Martin Luther King. Porém, tenho sonhado. Este sonho, sonho para mim, não é comum a outros como foi o dele. O meu na verdade tem um preço,é verdade que não se compara com o preço que o reverendo pagou por ter sonhado. O sonho dele não era para qualquer pessoa. O meu é.

Mas, por exemplo, aquele que tem pressa não consegue perceber isso como sonho. Tal sonho não se realiza de uma só vez, é preciso empreender uma construção, essa se dá no dia a dia.

O meu sonho tem muito em comum com o dele, ele se traduz num sentido para a vida e este não se encontra, é criado, construído.

A construção desse meu sonho é um processo que causa dor, deixa marcas. Contudo, não elimina a alegria, o sorriso, a música, o perfume, a paixão, enfim, esse sonho é tudo o que se desvela como sendo felicidade.

Essa felicidade é simples. É como percebia Saint-Exupery "A felicidade consiste em ter alguém a quem amar ter algo para fazer e alguma coisa para esperar"

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=8233 em 15/09/2008
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"Fodam-se,fodam-se!"

Em 1964 um golpe militar depôs o presidente João Goulart, a partir daí centenas de brasileiros foram perseguidos, cassados, exilados, presos, torturados e mortos. Todos foram privados de expressar suas idéias ou seus ideais, não podia sequer pensar, todo tipo de produção de cunho artístico ou cultural foram censuradas. Ao todo foram censuradas mais de 1700 obras do cinema, música, teatro, literatura entre outras expressões artísticas.

Para manter o que eles chamavam de “segurança nacional” foi empregada muita violência. A propaganda do “milagre econômico” tentava a todo custo justificar os absurdos que afundavam a democracia brasileira e para tanto eram usados os meios de comunicação de massa. Contudo não conseguiram mascarar as torturas que aconteciam nas salas escuras do poder. Não conseguiram esconder a quê vieram.

Quem ousasse fazer qualquer tipo de denuncia, era exilado, torturado ou morto. Muitas vezes os três. E assim foi com jornalistas, músicos, padres, teatrólogos, políticos e qualquer um que desafiou o regime do medo e do terror. Em resposta a esse regime, grupos aderiram à luta armada, seqüestraram autoridades, e denunciavam os militares por meio de manifestos. Muitos foram encontrados mortos, outros ainda hoje estão desaparecidos. Mas quanto mais tentavam calar os brasileiros, tanto mais crescia a pressão popular.

Essa pressão popular culminou na abertura política no país e a extinção do AI-5 em 1978, a criação da lei da anistia em 1979 e, por fim, terminou a censura às produções artístico-culturais no país. Os exilados começaram a voltar, foram compostas letras de músicas que exaltavam o Brasil, que falavam da época de chumbo e todos celebravam a volta da liberdade de expressão.

Milhares de pessoas foram às ruas, isso em diversos estados e clamavam por ”Diretas Já”. Mais tarde pôde-se democraticamente eleger governadores, senadores, presidentes e etc.

Mas nem tudo se transformou em rosas, a interpretação que se fez da lei da anistia de 1979 beneficiou, sobretudo, autoridades que cometeram crimes em nome do governo, o que inclui torturas e execuções. Conclusão: Esses criminosos ficaram e continuam na impunidade.

Agora em agosto de 2008, o ministro da Justiça, Tarso Genro e o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannucchi, se mostraram dispostos a rever a interpretação da lei da Anistia. Claro que é necessário, ora deve-se lembrar que artistas foram censurados, mulheres foram estupradas, jovens eletrocutados, estudantes terrivelmente torturados, pessoas queimadas vivas, unhas arrancadas e os que cometeram esses crimes hediondos continuam completamente impunes transitando livremente pelas ruas.

E pasmem vocês, depois de afogar nosso país em dívidas e em sangue ainda querem nos obrigar a ouvir patifes como aqueles de outrora, dizendo que o erro foi “Torturar e não matar”. Tal declaração saiu da boca do deputado federal Jair Bolsonaro (E o povo ainda vota nesse tipo canalha) ao encontrar estudantes da UNE que faziam um manifesto pela Revisão da lei da Anistia na saída de uma reunião de Oficiais do Exercito no clube dos Militares. Como prova de seu caráter ele resolveu nos agraciar com mais umas de suas belas palavras e fechando o festival de canalhices continuou a declaração com as palavras:

“Fodam-se , fodam-se!”

http://www.dominiocultural.com/ver_coluna.php?id=8330 em 23/09/2008
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21 de outubro de 2008

Extensão: União entre universidade e comunidade

Silvio Melo(estagiário)


Há quem diga que uma  Instituição de Ensino Superior (IES) deve estar firmada em três pontos principais: Ensino, Pesquisa e Extensão. Os dois primeiros elementos são muito comentados e valorizados, mas, e a extensão? O que se percebe é que durante muitos anos, a atividade extensionista universitária foi confundida com assistencialismo.

Porém, essa realidade tem mudado e, cada vez mais, as instituições vêem a importância de possuir ações de extensão, já que são essas atividades que possibilitam a interação entre universidade e  comunidade.
 

“A filantropia visa o bem estar do outro através de políticas de bem estar social, na extensão, porém, existe essa preocupação com o bem estar, só que somada à possibilidade de interação dessas comunidades ditas alheias ao meio acadêmico, dando-lhes a oportunidade de desenvolver suas próprias potencialidades.” Comentou a Professora Drª. Robéria Nádia, DECOM ( Departamento de Comunicação) da UEPB e sobre o tema, ainda destacou: “É através da extensão, como nas atividades das Rádios difusoras, por exemplo, que se torna possível   instituir o saber não instituído da sociedade.”

Ainda, segundo a Professora Drª. Robéria, “Extensão não é só fazer o bem, mas fazer o bem em consonância com a sociedade, não é só fazer uma ação externa para a sociedade, e sim, possibilitar a integração da sociedade à universidade". Robéria aponta a universidade como tendo um caráter universal, e essa universalidade significa a interação dos mecanismos acadêmicos com os mecanismos sociais.

E esse nexo de convergência se dá por meio das atividades de ensino, pesquisa e de extensão. Entre esses três pontos, Robéria destacou a extensão “A extensão é o canal de comunicação da universidade com a sociedade, é através da extensão que a universidade coloca em prática todos os conteúdos teórico-acadêmicos que são discutidos e difundidos em seu contexto cotidiano. Então, é através da sociedade que a universidade se revitaliza, se reinventa e se reconstrói.”

Assim, a extensão vem se desenvolvendo e ganhando status a passos mais largos até do que a própria graduação e pós-graduação. E nos últimos  anos, o próprio CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) tem facilitado o acesso de financiamento para ações extensionistas, mudando o olhar que se tem da extensão, não só dentro da própria universidade, como fora também.

(Retirado de: www.universiti.com.br)

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Quando serei eu mesmo o autor?

Li o texto de Fernanda Medeiros no site www.dominiocultural.com “Pensamentos suicidas”. Foi como uma bofetada no rosto e não pude deixar de refletir sobre minha própria vida. Comecei a perceber como sou inconstante, isso por mais seguro que eu me mostre, pensei também como as pessoas perdem ou ganham importância em minha vida de acordo com meu estado de espírito, ora quero tê-las por perto, ora essas mesmas pessoas tornam-se perfeitamente dispensáveis. Como sou insatisfeito, como nada basta, sempre falta alguma coisa ou alguém.

É verdade que nunca pensei na morte propriamente dita, mas devo assumir que já pensei “É só isso?”ou “Será que me dei o bastante?”, ou ainda, como disse Coco Chanel “Já não sou mais quem era, devo ser quem me tornei”. Mas o que será que me tornei afinal? Sei que questionar é extremamente saudável e pôr à prova o que acreditamos é necessário, porém não ter certeza de quase nada é um tanto quanto perturbador.

A internet, a rapidez da informação, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e tudo mais que acompanha essa pós-modernidade, provavelmente sejam os grandes vilões da minha história como indivíduo. A verdade é que vivo numa intensa luta contra tudo e contra todos, ou melhor, acho que tudo isso não passa de uma luta contra mim mesmo. São tantas identidades ofertadas a mim, tantas coisas me condicionando que, assim como nas crônicas de Clarice Lispector(1968) e de Martha Medeiros(2000) eu me pergunto: “E se eu fosse eu?”. Será que as pessoas que fazem parte de minha vida hoje teriam o mesmo valor, ou minhas respostas em relação à vida seriam as mesmas, esse texto que ainda nem terminei de escrever, teria o mesmo teor? Não sei dizer!

Tudo parece um grande espetáculo, minha vida tornou-se um imenso palco e, a todo tempo estou contracenando com alguém e numa espécie de rodízio vão mudando os atores e personagens: Vilões, heróis, mocinhos e mocinhas. Eu sempre interpretando, novos papéis novas falas e outros roteiros. E me pergunto:

Quando serei eu mesmo o autor?
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