Em um contexto pós-moderno, nós passamos a experimentar situações que provavelmente não teríamos contato se não fosse o papel da mídia em nossas vidas. Com isso a busca pela identidade se dá em um momento em que as experiências são muitas vezes vividas fora do que é habitual, e os indivíduos participam de qualquer tipo de atividade sem mesmo nunca ter tido contato real com essa determinada prática. Nessa sociedade do efêmero o que importa é o que está sendo vivido e não o que poderia estar sendo vivido. Por isso é tão fácil incutir nos indivíduos novas necessidades.
Essas necessidades precisam ser reafirmadas pelos meios de comunicação, sendo assim, de um modo geral, os usuários dos meios de comunicação buscam mais do que informação ou entretenimento, procuram, entre outras coisas, conhecer o grupo com o qual se identificam. Os programas de TV, por exemplo, procuram criar uma identidade com a qual possa se destacar, e assim, atrair atenção das pessoas que fazem parte do publico que se quer atingir. ”A cultura de massa é produzida para a massa e destinada a ela”.
Quem assiste determinado programa de TV, aquele que gosta desta ou de outra música, da mulher melancia ou da mulher melão não pode estar de maneira alguma desvinculado do capitalismo ou da questão do consumo. Através da mídia, os produtos, principalmente os relacionados à música, adquirem visibilidade. Essa visibilidade proporcionada pela mídia gera atração ou repulsa por parte do público em relação a tais produtos, mas, com os estilos de vida visíveis, a sociedade do consumo passa a vender não só produtos, mas também, juntamente com eles, o estilo de vida adaptado as novas necessidades que foram criadas na massa, essas necessidades são sempre baseadas no que é efêmero. Por isso é tão comum vermos surgir e também desaparecer novos sucessos, que, na verdade são criados para suprir as necessidades que surgem a cada dia.
Não é possível se desvincular do consumo, mas existe a possibilidade de consumir de maneira crítica, é mais ou menos como remar contra a maré, mas é o mínimo que podemos fazer.
16 de janeiro de 2009
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1 comentários:
Consumir faz parte do cotidiano de todos nós seres viventes dessa terra, mas será que nossas escolhas de consumo são realmente necessárias ??
Mas o que na verdade é necessário ???
Devemos ser mais críticos nas nossas escolhas para saber o que realmente nos trará a sobrevivência ou a morte mental!!!
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