A himenoplastia é a restauração do hímen, a fina membrana vaginal que se rompe normalmente durante a primeira relação sexual. Esse procedimento de trinta minutos está sendo cada vez mais procurado e para algumas mulheres Muçulmanas que vivem na Europa representa a chave para uma nova vida.
Na cultura Muçulmana não ser virgem é o mesmo que ser suja. A população Muçulmana na Europa cresce vertiginosamente e muitas jovens se vêem entre as liberdades oferecidas pela sociedade européia e as tradições profundamente enraizadas na religião Muçulmana. Nesse contexto tais mulheres provavelmente terão sua primeira relação sexual antes do casamento. Então se ela quiser se casar com um muçulmano, ela terá que “recuperar” sua virgindade.
Cada país ou religião tem sua cultura e temos que respeitá-las, mas sinceramente tenho muita dificuldade de entender e aceitar determinadas práticas culturais. Não consigo entender, por exemplo, como é possível se casar com quem você não conhece, ou quando conhece achar que o hímen é mais importante que aquela pessoa de quem se gosta, ou como é possível existir culturas que mutilam suas filhas (cortam o clitóris) na intenção de evitar o adultério entre as mulheres.
Como mulheres podem aceitar esse tipo de coisa? Talvez alguém me diga que é falta de informação, ou porque não conhecem outro tipo de realidade a não ser a imposta por sua religião ou cultura. Pode até ser. Mas violência contra a mulher, seja de que tipo for não acontece somente em países com tradições fundamentalmente regidas pela religião, acontece também aqui no Brasil, bem pertinho da gente.
Assista qualquer noticiário que você vai ver matérias mostrando maridos que espancaram as esposas, ou que as assassinaram, seja por ciúmes ou qualquer outro motivo banal.
Tantas mulheres morreram na luta por seus direitos. Na revolução sexual de 1968, quando as mulheres lutaram, na França e em todo o mundo, por igualdade, direito à contracepção, aborto, etc. Tantas outras enfrentaram perseguições e muito sofrimento porque queriam diminuir a disparidade em questões salariais e empregatícias.
Dar tanta importância ao hímen é andar na contramão da história, significa regredir e, se curvar, se entregar à submissão e a intolerância do passado é no mínimo absurdo.
4 de janeiro de 2009
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