Em meio a rumores de uma potencial ameaça à cerimônia, tomou posse, hoje, dia 20, vestido com trajes a prova de balas, Barack Obama, 47 anos, nascido no Havaí, filho de mãe branca e pai negro, advogado e militante dos direitos civis e humanos, eleito com 53% dos votos, sendo o primeiro negro eleito como presidente dos Estados Unidos.
Bush deixa o governo às sapatadas como o presidente mais impopular que os Estados Unidos já tiveram. A cerimônia de posse de Obama foi marcada pela imagem da decadência republicana, com direito a cadeira de rodas e tudo (o vice de Bush estava em uma), embora a derrota tenha sido relativamente pequena (53% a 47%).
Obama eleito graças à retórica, fez ressurgir na população o velho sonho americano que, mesmo que se aproxime, talvez não seja o mesmo sonho que teve o reverendo Martin Luther King.
Toda essa euforia continua permeada com o medo que povo americano sempre teve. É o medo do diferente, da diversidade, é o que eu chamo de “jeitinho” americano de ser, um modo de viver claramente influenciado pela intolerância puritana e falso-moralista. Um povo que não aprovou as guerras de Jorge W. Bush, mas que já tem incutido como parte de sua cultura a guerra contra o que não se enquadra em seus padrões.
Em seu discurso Obama se referiu aos sacrifícios feitos no passado por ancestrais, se referiu a Bush e a atual crise vivida pelo país, reafirmou a ousadia de seus planos de governo e a necessidade de reconquistar a confiança do povo, reconheceu a importância da pluralidade dentro da democracia e a superioridade do CONSTRUIR em relação ao DESTRUIR (política de Bush).
É certo que mudanças práticas em relação a países como o Brasil, por exemplo, vão ser pequenas e ainda mais quando se fala em países africanos ou de Cuba, principalmente em se falando de países do oriente. Ele promete tirar as tropas do Iraque nos próximos seis meses, mas reforçar as que estão no Afeganistão.
O novo presidente dos EUA já tem sido vitima de muitas criticas e, agora o seu maior desafio deva ser encontrar e criar uma unidade no congresso e, a partir daí, combater a crise que assola a economia americana cujos indicativos são: Educação que não atende a demanda, saúde quase que inacessível para muitos, desemprego, crise na habitação, etc.
O fato é: não podemos negar que Obama representa para o mundo uma nova esperança, mas não podemos nos iludir e esperar grandes mudanças mundiais.
É claro que Obama no poder representa mais que o Quadragésimo quarto presidente dos EUA. Ele representa toda uma história de sofrimento e sangue na luta pela igualdade.
20 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
1 comentários:
Muuuito massa teu blog, adorei a combinação das cores, ficou muito legal mesmo, também adorei o texto. Concordo que Não devemos depositar tanta esperança em Obama, mas, sem dúvida, ele representa um recomeço pra o EUA, e quem sabe o planeta :D Adorei, vc merece nota 1000 :) Grande Beijo.
Postar um comentário