4 de dezembro de 2009

Existia um motivo

Minha cabeça está a mil, não sei mais quando, em quê ou em quem pensar. A vida me pegou de surpresa.

As coisas poderiam ser tão mais simples, na verdade penso que a simplicidade poderia ser a resposta para minhas dúvidas. Mas o problema é: Não sei simplificar nada e um simples “sim” ou “não” consigo transformar em um grande TALVEZ.

Tudo passa tão rápido, as “cortinas” logo vão se fechar, meus sonhos daqui a pouco serão outros, porque não consigo vivê-los e só?

Sei que as pessoas que passam em nossas vidas de uma maneira ou de outra vão deixar em nós, ou levarão em si alguma marca, seja qual for, umas maiores, outra menores, ainda assim serão marcas. Isso é fato, não sei por que não aceito de uma vez por todas.

Preciso aprender a deixar essas pessoas passarem livremente, sem neuras, sem inseguranças, preciso aprender a viver o melhor possível seja com quem for, onde for ou quando for.

As coisas nunca são por acaso, acho que não existe acaso, mas só percebo isso quando olho para trás e penso: “Era tudo um grande quebra-cabeça, tudo se encaixou, existia um motivo”
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11 de novembro de 2009

Câmara assegura a constitucionalidade do diploma

Silvio Melo com FENAJ

Em votação simbólica ocorrida na manhã desta quarta-feira (11/11) a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09. A FENAJ prossegue com a vigília nacional em defesa da profissão de jornalista e pela aprovação da matéria, agora na CCJC do Senado.

A votação na CCJC da Câmara ocorreu através do voto das lideranças das bancadas com presença na Comissão. O único voto contrário foi da bancada do PSDB. “Esta votação é um atestado da constitucionalidade da exigência do diploma e uma garantia de que não existe conflito entre a regulamentação profissional dos jornalistas e o direito à livre expressão”, comemorou, eufórico, o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.

Na tarde desta quarta-feira os sindicalistas reúnem-se com a Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A ideia é agilizar a formação da Comissão Especial, compromisso já assumido pelo presidente da casa, Michel Temmer, para agilizar a tramitação da PEC.
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29 de outubro de 2009

Votação da PEC dos Jornalistas é adiada novamente

Ao contrário do que se esperava a Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados não apreciou, nesta quarta-feira, a Proposta de Emenda Constitucional 386/09. Numa iniciativa protelatória, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto contrário a PEC dos Jornalistas no dia anterior. Apoiadores da proposta concentrarão esforços para que a proposta seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Identificado com os interesses dos empresários de comunicação, na justificativa de seu voto em separado Zenaldo Coutinho usou os mesmos argumentos das entidades patronais para se posicionar contra a PEC dos Jornalistas. Sua iniciativa se coaduna com a estratégia empresarial que, na semana passada, através da publicação de artigo da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Judith Brito, em veículos de comunicação de todo o país, buscou influenciar o posicionamento dos membros da CCJC.

Autor da PEC dos Jornalistas, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) classificou como um tipo de "censura" tanto a prática da grande mídia, que restringe o acesso ao debate quando concede espaço somente a uma versão dos fatos, como a tentativa de barrar a votação da Proposta na CCJ. "É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discussão. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da Proposta, o que considero uma prática anti-democrática", critica.

Pimenta adianta que, para a próxima semana, juntamente com a FENAJ, o relator da PEC dos Jornalistas, deputado Maurício Rands (PT-PE) a líder da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, deputada Rebeca Garcia (PP-AM) e com o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) serão desenvolvidos esforços para que a PEC seja votada na reunião da CCJC do dia 4 de novembro.

Há expectativa, também, de que no mesmo dia os deputados Paulo Pimenta, Maurício Rands e Rebeca Garcia sejam recebidos pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, para discutir uma alternativa à decisão que extinguiu com a exigência do diploma.
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16 de outubro de 2009

PEC sobre diploma de jornalistas pode ser votada na próxima semana

Silvio Melo com Agência Câmara


 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania pode votar já na próxima quarta-feira (21) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09, que restabelece a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. O parecer do relator, deputado Maurício Rands (PT-PE), pela admissibilidade da PEC, foi lido ontem na comissão, mas um pedido de vista adiou sua votação até a próxima semana.

O deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL) explicou que pediu vista para aguardar o debate desta quinta-feira na comissão, em que foram ouvidos representantes das empresas do setor de comunicação, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), e a Ordem dos advogados do Brasil (OAB). "Mas na próxima semana a PEC estará pronta para entrar na pauta, dependendo do interesse dos deputados em votá-la", disse.

Há quatro meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a um, que o diploma universitário não é obrigatório para o exercício da profissão de jornalista. Segundo os ministros, a obrigatoriedade do diploma pode ferir a liberdade de expressão, um direito constitucional.

Colunas e artigos

Para o presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, a regulamentação da profissão não limita o acesso aos meios de comunicação. Segundo ele, todos os dias, 40% do espaço editorial dos jornais é escrito por pessoas que não são jornalistas, mas que emitem opinião por meio de colunas e artigos assinados.

"Quem continua decidindo quem tem espaço para expressão nos veículos são os empresários, são decisões políticas, e a gente sabe muito bem disso", disse. Andrade citou a exclusão de políticos que são banidos de rádios e jornais locais, e questionou a decisão do Supremo.

A formação superior seria um critério democrático para a entrada nos veículos de comunicação, enquanto a outra opção seria autocrática, ou seja, o dono de um jornal ou TV decide quem vai ou não ser jornalista. "A prática profissional, o jornalismo, deve ser exercido por quem se habilita na teoria, se apropria de técnicas específicas e de uma ética determinada", defendeu.

A Fenaj trouxe alguns exemplos do que já está acontecendo. Um anúncio oferecia um curso de R$ 40 para quem quiser ser jornalista sem diploma, e um analfabeto conseguiu por decisão liminar o registro profissional da categoria.

Andrade disse que não é possível ver qualquer diferença nas últimas edições de grandes revistas, jornais e telejornais, que continuam contratando jornalistas técnicos formados por escolas de comunicação, mas no interior a realidade é diferente. "Se existe profissionalização no interior do Brasil, é porque havia uma lei, e a contribuição que as escolas deram no Brasil é enorme, principalmente ao moralizar essa atividade", completou.


 

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31 de agosto de 2009

Identidade

Um coração. Emoção, mistura de sentimentos. Conflito de certezas e dúvidas.

Um eterno desconhecido, "caçador de mim". Complicado e simples, paradoxal, consigo ir da organização ao caos.

Pescador de ilusões, cativante e desprezível, sensível e implacável, indestrutível e frágil. Eu sou assim. Pedaço de mim, lacunas de mim, feridas abertas em mim.

Perfeito? Sim! Mas por ser pré-feito.

Imperfeito? Sim!!! Sim porque ainda não chegou o fim.

Na roda da vida: aluno e professor.

Grande, na volta ao mundo.

Mundo girou, torno-me pequeno.

Na vida sou livre e sou refém, tenho fé, e não acredito em ninguém.

Sou um labirinto de meia-parede, posso ver
aonde ir, mas não é por onde eu quero seguir.

Minha vontade é vencer meus "moinhos", ir e voltar pelo caminho.

Quero ter alguém por perto. E, quando decidir, quero ficar só.

Posso te fazer infeliz, mas talvez comigo você se torne a pessoa mais feliz que já existiu.

É o que sou, faço e desfaço, sigo e tropeço, acerto e erro.

Mistura de riso e choro, risco e cautela, apatia e euforia, bom e mau.

Sou eu...

Eu sou assim.

Na verdade,
nem sei quem sou.


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9 de agosto de 2009

Hoje

Eu queria conseguir expor nesse texto ao menos um terço do que estou sentindo hoje.

Apesar de parecer um dia normal, afinal todo mundo tem um pai - exceto os filhos de Guaiamum, como dizia Chico – Mas, voltando ao cerne da questão, hoje não é, de forma alguma, um dia comum, mas como poderia? O meu pai não era tão comum assim.

A verdade é que, apesar de tudo, queria que ele ainda estivesse por aqui, vivo, perto de mim, poderia até brigar comigo, juro que não i ligar.

Há alguns anos este dia seria um dia daqueles de acordar cedo e, é claro, passar um pedaço da manhã com um friozinho chato na barriga até tomar coragem.

É, meu pai era um pouco assim, inconstante e eu nunca soube direito como me aproximar dele. Mas, vencidos os moinhos, valia à pena chegar lá e dá um abraço bem apertado nele, dizer que o amava e ouvir ele me chamando de professor. Só Deus sabe como sofro por não ter mais isso. Queria poder fazer o tempo voltar só para poder acordar cedo e dizer sem cerimônia alguma...

... Feliz dia dos pais!

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30 de julho de 2009

GRIPE SUÍNA- Contar os mortos, disseminar o pânico

Luiz Antonio Magalhães

Sim, há uma nova gripe circulando no país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, como de resto em praticamente todo o mundo. É fato. Algumas pessoas vão morrer da moléstia, como de resto morre gente vítima das outras gripes existentes. Também é fato. O que tem sido visto na grande imprensa brasileira nos últimos dias, porém, é praticamente um crime contra o bom senso e a inteligência do distinto público. A cobertura da chamada gripe suína (o nome correto é Influenza A H1N1) se tornou uma verdadeira aberração, provoca pânico na população e certamente vai se mostrar exagerada em menos de dois ou três meses, quando os números da tal "terrível pandemia" começarem a murchar. Como a mídia não tem autocrítica, porém, logo surgirá outro assunto para a irresponsabilidade dos responsáveis pelas manchetes e escaladas dos telejornais.

Não é preciso ser gênio para perceber que a cobertura dos últimos dias e semanas, focada na contagem do número de mortos que a maléfica gripe já provocou no país, não tem nenhuma outra utilidade senão a de disseminar o pânico. O ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, em sua coluna dominical (26/7) reproduzida ao final deste texto, classificou a cobertura da Folha - e em especial uma reportagem publicada no domingo anterior (19/7), intitulada "Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses" - como "um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008".

Carlos Eduardo se limitou a escrever sobre a Folha, mas as suas observações valem para praticamente todos os grandes jornais e telejornais. Todos os dias o público vai sendo informado do número de mortos em decorrência da nova gripe, porém sem qualquer referência estatística ou base comparativa que permita a compreensão do fenômeno em curso. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já explicou, inclusive no programa televisivo deste Observatório, que a taxa de letalidade da gripe suína é a mesma da gripe comum - cerca de 0,6% dos infectados acabam morrendo. (Para ser preciso, usando os dados da OMS divulgados na segunda-feira, 27/7, são 87 mil infectados nas Américas para 707 mortes. A taxa de letalidade fica em 0,8%, mas deve ser muito mais baixa porque os países pararam de fazer testes para descobrir os infectados, que devem superar em muito os 87 mil).

Do ponto de vista da imprensa, porém, este é um dado que não deve ser de maneira alguma alardeado - afinal, notícia ruim é o que vende jornal e aumenta audiência na televisão. As estatísticas também mostram que morre muito mais gente de diarréia e verminose por semana no Brasil do que, desde o início do ano (quase oito meses!) de gripe suína. Aliás, só no inverno passado (junho/julho) foram 4,5 mil mortos da gripe "normal" contra os tais 45 da gripe suína neste ano.

Recordar é viver

O pior de tudo é que a mídia insiste em não aprender com os erros passados. Ao contrário, gosta de repetir os mesmos equívocos, mesmo que eles possam vir a cobrar seu preço em perda de credibilidade. A cobertura da nova doença, por exemplo, faz lembrar um pouco a do tal do Ebola, o vírus que dizimaria meia África e deixaria um rastro de desgraça pelo mundo afora. Na época (edição de 9 de agosto de 2000), a revista Veja publicou reportagem cujos títulos e lides eram os seguintes:

Truque assassino

Descoberto mecanismo de infecção do vírus Ebola, que mata nove entre dez contaminados

O Ebola é um pesadelo. Capaz de liquidar suas vítimas em poucos dias, é o mais violento de todos os vírus. De cada dez pessoas contaminadas, nove morrem. Isso ocorre porque o microrganismo ataca veias e artérias de todo o corpo, provocando hemorragia generalizada. Certos órgãos, como o fígado e os rins, simplesmente se desfazem e o sangue jorra em tal profusão que sai pelos olhos e poros. Na semana passada, cientistas americanos anunciaram o primeiro passo para combater esse assassino cruel: a descoberta da proteína usada pelo Ebola para destruir as células, causando o rompimento dos vasos sanguíneos. Entender o mecanismo de infecção torna possível o desenvolvimento de recursos para controlá-lo. "Remédios exigem maior prazo de pesquisa, mas uma vacina pode ser desenvolvida com rapidez", disse a VEJA Gary Nabel, coordenador da pesquisa no Instituto Nacional de Saúde, responsável pelos estudos com o vírus, nos Estados Unidos.

Bem, a África continua por lá e os africanos também. Mundo afora, parece que não foi muita gente que morreu contaminada pelo "pesadelo" da Veja, que mataria nove de cada dez contaminados. É evidente que a taxa de letalidade não poderia ser tão alta, é óbvio que a "reportagem" era uma aula de sensacionalismo barato.

Sensacionalismo ou motivação política

A reportagem da Folha, cuja irresponsabilidade foi apontada pelo ombudsman do jornal, é apenas um exemplo entre tantos outros que poderiam ser colhidos ao acaso em todos os grandes veículos de comunicação do país. Resta então analisar por que a mídia brasileira realiza uma cobertura tão equivocada da gripe suína. Vamos lá:

Qualquer estudante de primeiro ano de jornalismo ou qualquer jovem esperto, sem diploma, que entrar em uma redação percebe, em questão de minutos, o verdadeiro fascínio que as más notícias exercem sobre os jornalistas. Notícia ruim, tragédia das realmente pesadas, vende muito mais do que fatos positivos. A menos, é claro, que a boa notícia seja algum novo milagre de Fátima, a cura definitiva do câncer ou vitória da seleção em Copa do Mundo. O fato é que jornalistas gostam de notícias ruins porque elas vendem, portanto os ajudam a levar para casa o leitinho das crianças (em alguns casos, o "leitinho" é para os adultos mesmo). Enfim, a vida é dura e nada como uma boa manchete trágica para chamar atenção do público.

Por outro lado, já circula na internet, em blogs pró e contra o atual governo, a versão de que a cobertura da imprensa no caso da gripe suína visa desestabilizar o até aqui muito bem avaliado trabalho do ministro Temporão e, por tabela, tirar mais uns pontinhos da altíssima popularidade do presidente Lula. Sim, é a clássica teoria conspiratória: a mídia contra o governo, usando as armas disponíveis, mesmo que elas signifiquem botar no papel ou na telinha da televisão algo que pouco tem a ver com a realidade. Para os partidários desta teoria, o caso da gripe seria ainda mais estratégico, pois o candidato preferido da oposição ao cargo de Lula, o governador paulista José Serra (PSDB), foi ministro da Saúde, e a "desconstrução" da competência do atual ministro cairia como uma luva para a candidatura tucano-demista em 2010. Quem advoga esta tese lembra as "crises artificiais" criadas pela mídia, como a aérea, que no entanto pouco ou nada afetaram a popularidade do governo Lula.

É claro que ainda é cedo para dar um veredicto final sobre a cobertura da imprensa da gripe suína, mas já é possível sustentar a hipótese de a fome (de audiência e vendas) estar colada à vontade de comer (prejudicar um governo em relação ao qual a grande imprensa sempre foi francamente hostil). Os fatos, porém, acabam se impondo e são sempre mais fortes do que as versões construídas pela mídia, como prova o caso do "sequestro da caderneta de poupança", tão ventilado nas folhas e que se mostrou frágil como um castelo de cartas. Portanto, nada como um dia após o outro para que um quadro mais preciso das reais motivações da mídia nesta cobertura acabe aparecendo. O distinto público, para desalento de certos mancheteiros, é mais esperto do que se imagina...

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10 de maio de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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21 de abril de 2009

Quando serei eu mesmo o autor?

Li o texto de Fernanda Medeiros no site www.dominiocultural.com "Pensamentos suicidas". Foi como uma bofetada no rosto e não pude deixar de refletir sobre minha própria vida. Comecei a perceber como sou inconstante, isso por mais seguro que eu me mostre, pensei também como as pessoas perdem ou ganham importância em minha vida de acordo com meu estado de espírito, ora quero tê-las por perto, ora essas mesmas pessoas tornam-se perfeitamente dispensáveis. Como sou insatisfeito, como nada basta, sempre falta alguma coisa ou alguém.

É verdade que nunca pensei na morte propriamente dita, mas devo assumir que já pensei "É só isso?"ou "Será que me dei o bastante?", ou ainda, como disse Coco Chanel "Já não sou mais quem era, devo ser quem me tornei". Mas o que será que me tornei afinal? Sei que questionar é extremamente saudável e pôr à prova o que acreditamos é necessário, porém não ter certeza de quase nada é um tanto quanto perturbador.

A internet, a rapidez da informação, a indústria cultural, os meios de comunicação de massa e tudo mais que acompanha essa pós-modernidade, provavelmente sejam os grandes vilões da minha história como indivíduo. A verdade é que vivo numa intensa luta contra tudo e contra todos, ou melhor, acho que tudo isso não passa de uma luta contra mim mesmo. São tantas identidades ofertadas a mim, tantas coisas me condicionando que, assim como nas crônicas de Clarice Lispector(1968) e de Martha Medeiros(2000) eu me pergunto: "E se eu fosse eu?". Será que as pessoas que fazem parte de minha vida hoje teriam o mesmo valor, ou minhas respostas em relação à vida seriam as mesmas, esse texto que ainda nem terminei de escrever, teria o mesmo teor? Não sei dizer!

Tudo parece um grande espetáculo, minha vida tornou-se um imenso palco e, a todo tempo estou contracenando com alguém e numa espécie de rodízio vão mudando os atores e personagens: Vilões, heróis, mocinhos e mocinhas. Eu sempre interpretando, novos papéis novas falas e outros roteiros. E me pergunto:

Quando serei eu mesmo o autor?

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2 de abril de 2009

STJ adia julgamento de recurso contra o diploma

Inicialmente incluído para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal na sessão desta quarta-feira (1º/04), o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a exigência de diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, foi adiado. Para a FENAJ o adiamento foi positivo. A Executiva da entidade e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma vão se reunir para traçar novas estratégias de continuidade do movimento.
Não foi divulgada nova data para julgamento do recurso contra o diploma.

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1 de abril de 2009

Jornalista sem diploma?

A obrigatoriedade do diploma de nível superior para obtenção do registro profissional de jornalista está mais uma vez em risco. Isso mesmo, a regulamentação da categoria que é assegurada pelo Decreto-lei nº 83.284/79 pode ser ignorada outra vez.

Em outubro de 2001, a juíza federal Carla Abrantkoski Rister concedeu liminar a uma ação civil pública, desobrigando qualquer cidadão de portar diploma de nível superior na área para conseguir seu registro profissional de jornalista. Isso significa dizer que: Em uma decisão a juíza pôs por terra toda a luta de uma classe de profissionais e abriu o mercado de trabalho para qualquer cidadão, com diploma ou não, assim, ela pôs em risco toda a credibilidade e a ética profissional conquistada ao longo de tantos anos da imprensa no Brasil.

Em 2005, órgãos classistas e setores expressivos da categoria (bem como dos estudantes e professores da área) conseguiram depois de muita luta derrubar a liminar contra o diploma. Foi uma decisão unânime, que surpreendeu até mesmo os mais otimistas.

Pois é, o diploma está na berlinda novamente. O supremo Tribunal Federal (STF), provavelmente, derrubará ainda hoje a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O argumento é: O exercício da profissão de jornalista não deveria estar atrelado ao diploma de graduação específico em jornalismo.

Por fim à obrigatoriedade do diploma de jornalista não é uma tentativa isolada do Judiciário. Há também, propostas apresentadas pelo poder Executivo e Legislativo a fim de criar mecanismos que sugerem uma maior flexibilização no que diz respeito à exigência da graduação específica para a área.

Porém é preciso reiterar a constitucionalidade da exigência do diploma. E que grande parte dos que se opõem à exigência da graduação como requisito para o exercício do jornalismo reage numa tentativa de combater conquistas como: Leis trabalhistas, a luta por melhores salários, condições de exercício profissional, direitos sociais e até mesmo contra ações que, por exemplo, regulam e coíbem o monopólio na comunicação.

Muitos que se posicionam contra, assim o fazem em defesa de interesses pessoais ou baseados numa leitura errada dos fatos que fazem parte dos bastidores desta disputa.

É preciso intensificar, no ambiente acadêmico, o interesse por esse tema. A participação da sociedade em geral, dos profissionais da área, professores de jornalismo, bem como, dos futuros jornalistas nessa luta a favor da obrigatoriedade do diploma é de fundamental importância, afinal, serão eles os mais prejudicados caso essa medida seja concretizada.

O mercado de trabalho será invadido por “profissionais” sem formação específica e que ainda estarão postos no mesmo nível daqueles que têm formação superior na área, além de tudo, os salários ficarão ainda mais defasados, além de diminuir a oferta trabalho. Diploma superior: Bom para o jornalista, melhor para a sociedade.


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Lei de Imprensa e diploma de jornalista são destaques da pauta de julgamentos do STF

A pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira (1) traz dois processos referentes à atuação de jornalistas. Em um deles, são questionados dispositivos da Lei de Imprensa e, em outro, a exigência de diploma de jornalista. A sessão plenária tem início às 14h, com transmissão ao vivo pela TV e Rádio Justiça.

Lei de Imprensa

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) contesta a Lei de Imprensa (Lei 5.250/67), que já teve 22 dispositivos suspensos, de um total de 77 artigos, por decisão liminar concedida pelo Plenário do STF em fevereiro do ano passado. O relator da ação é o ministro Carlos Ayres Britto.
Na ocasião, a Corte autorizou os juízes de todo o país a utilizar, quando cabíveis, regras dos Códigos Penal e Civil para julgar processos sobre os dispositivos da lei que foram suspensos.
Diploma de jornalista

Já na análise do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no estado de São Paulo (SERTESP) e pelo Ministério Público Federal (MPF), os ministros do Supremo vão julgar definitivamente tema relativo à exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Em julgamento de liminar ocorrido no mês de novembro de 2006, o STF garantiu o exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área. O ministro Gilmar Mendes é o relator desse recurso.
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30 de março de 2009

Por 12 votos a 7

O Colégio de Procuradores de justiça da Paraíba votou no inicio da tarde desta segunda-feira (30), um projeto de lei que tinha como foco principal excluir dos promotores de justiça o direito de serem votados para o cargo de procurador geral de justiça. O projeto altera o artigo 6° da lei orgânica do Ministério Público que garante ao promotor de justiça o direito de concorrer ao cargo maior da instituição.

Dos 19 membros do colégio, 12 votaram contra a manutenção da lei orgânica do MP e 7 a favor. Agora a procuradoria geral de Justiça encaminhará o projeto à Assembleia Legislativa, que deverá manter a decisão.

De acordo com a procuradora geral de Justiça, Janete Ismael (foto à esquerda), o governador José Maranhão já teria garantido que não vai se envolver na discussão, para ele, este assunto só diz respeito ao Ministério Público. No entanto, Caso a mudança seja aprovada pela Assembleia, caberá ao governador a decisão de vetar ou sancionar o projeto.

Os promotores de justiça já estão se mobilizando para que a matéria não seja aprovada pelos deputados.

O presidente em exercício da Associação Paraibana do Ministério Público, Amadeus Lopes (foto à direita), reagiu contra a manobra, afirmando que se trata de uma conquista histórica dos promotores.


Segundo Amadeus os promotores de justiça já estão se mobilizando para que a matéria não seja aprovada pelos deputados. Ainda segundo o promotor, dos 208 promotores do Estado, 130 são contra o projeto.


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3 de março de 2009

Dá pra acreditar?

"O caso da menina de 9 anos que engravidou de gêmeos depois de ser estuprada será resolvido pela Justiça. O acusado do crime é o padrasto de 23 anos. O pai da criança foi ouvido nesta segunda-feira pela Assistência Social do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) e, evangélico, teria se posicionado contra o procedimento de aborto, iniciado no último sábado. Sem a decisão da junta médica do hospital e com a divergência entre os pais, a situação será decidida por um juiz da infância e da juventude"(Jornal do comércio)
Bem, vamos lá. Para entendermos melhor o caso, vou tentar dividir meu comentário em três partes.


A mãe
Pense um pouco: Há quanto tempo a mãe da vítima esteve "casada" com esse monstro de 23 anos? Não sei, mas é de se imaginar que ela, ao menos minimamente, o conheça. Digo isto, porque acho que caráter é algo que não se consegue, de forma alguma, esconder. O dia a dia se encarrega em dizer quem é quem.


Ela, de uma maneira ou de outra, deveria ter percebido, através do comportamento de seu companheiro, a iminência desta tragédia.
Provavelmente ele deve ter dito a que veio, ou seja, ter se mostrado como alguém que, pelo que aconteceu (o estupro) não amava essa criança.
Mas não vamos culpá-la, afinal o acusado é o padrasto da menina.


O pai
Que tipo de débil mental as igrejas estão produzindo afinal? Que tipo de pai é esse que escolhe, em nome de uma instituição, submeter a própria filha ao calvário de carregar dentro de si duas crianças que são consequência de um ato de incomensurável monstruosidade?


Além dos riscos à saúde física da menina, que tem apenas 9 anos, deve-se pensar também em como será sua vida, sendo obrigada a cuidar de duas crianças, não tendo ainda estrutura física e muito menos psicológica para isso. Sem falar no peso que deve ser olhar para seus próprios filhos e ter que se lembrar do sofrimento causado pelo crime hediondo praticado por seu padrasto. Onde está o amor deste pai?


Que tipo de coisa se ensina em uma igreja; será que o aborto, neste caso, não seria um ato de amor? Na verdade, me parece, que o verdadeiro significado da palavra "AMOR" ainda está encoberto pelo véu da ignorância que é corroborada por instituições que defendem apenas seus próprios interesses, deixando a pessoa humana em segundo plano.


Ter filho deveria ser uma escolha. Acho que uma criança de 33 quilos, 1,36 de altura e 9 anos de idade, não deve ter escolhido ser mãe agora, não é mesmo?
A gravidez gemelar apresenta riscos à saúde e à vida da mãe. E nestes casos, o aborto está assegurado por lei. Então que se dê inicio aos procedimentos.


O padrasto
Eu suponho que ao unir-se com uma mulher que traz consigo filhos de outro relacionamento, o homem deve aceitar e, ainda mais, amar a condição de fazer às vezes de um pai. Se não for assim por que continuar o relacionamento?
Ao longo do tempo as palavras padrasto e madrasta tem ganhado uma conotação muito negativa. Mas, eu ainda acredito que um padrasto ou uma madrasta tem a possibilidade de amar uma criança ainda mais e, numa intensidade bem maior que o genitor. Afinal, em não sendo os pais biológicos, eles estão na condição de escolher amar ou não a criança(se a escolha for não, cai fora) ao contrário dos pais que podem amar muito, mas amam apenas pelos laços sanguíneos.


Se ele escolheu deixar o relacionamento ter continuidade, presumi que ele escolheu também amar à criança, mas não foi bem assim. Ele a estuprou.
Não consigo entender como alguém pode querer manter um relacionamento sexual forçadamente com alguém, e pior, neste caso foi com uma criança, com a filha de sua esposa, a qual ele deveria ter escolhido amar. Será que alguém pode classificar uma pessoa dessas?

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20 de fevereiro de 2009

Diferença

Era cedo da manhã e eu estava ainda meio dormindo e me movendo quase sem pensar, como se fosse automático, fazia tudo como faço todo dia, liguei a TV, peguei o jornal na porta do meu apartamento. Parecia tudo normal até que me deparei com aquela imagem. Uma criança negra, que vestia uma fralda branquíssima, tinha a pele enrugada como a pele de uma velhinha, mas tinha aproximadamente um ano, pesava o que devia pesar uma criança de mais ou menos seis meses, tinha olhos enormes que pareciam olhar para mim. Eu me senti acomodado, um tanto cobrado e até incomodado... Num movimento brusco fechei o jornal. A criança parecia reivindicar meu café da manhã.

Por que aquela foto parecia me pedir algum tipo de explicação? E por que de repente eu me senti como se o tivesse roubado de alguma forma? Faltava-lhe brilho nos olhos e eu me senti responsável por isso. Mas por quê? Eu sempre fui um defensor da vida, dos direitos da pessoa humana. Mas parece que me tornei vítima dessa pós-modernisse onipresente em que nada tem valor absoluto, em que tudo é relativo.

Ao comparar o meu discurso de “defesa” da vida ao nojo que me causa a indiferença da classe média em relação aos problemas sociais, me vi afundando no mesmo barco. "Páre o mundo que eu quero descer". Quantos discursos vazios! O discurso vazio do meio ambiente, da liberdade de expressão, da proteção dos direitos da mulher. O discurso vazio da anti-homofobia, que implanta no país um fascismo moral às avessas. Estamos mergulhados nessa cosmovisão pós-moderna que corrói como um ácido tudo o que pensávamos ser absoluto. Como o valor da vida por exemplo.

O meu discurso de defesa da vida nunca passou de um discurso e apenas isso. Quando vi aquela criança no jornal, pensei logo: Essa criança deve ser de algum lugar remoto da África, como é que posso fazer alguma coisa por ela?Acho que estava me faltando coragem de continuar lendo a matéria relativa à fotografia, eu queria que esse problema ficasse bem longe de mim, mas à medida que lia tanto mais esse fardo caia sobre minhas costas. A verdade é que essa criança não era de uma aldeia qualquer do continente africano, essa criança era aqui do Nordeste do Brasil, bem pertinho de mim.

Na correria do dia-a-dia parece que fechei os olhos, não percebi que também era responsável por pessoas estarem em situações parecidas com a daquela criança, seja por fazer parte e corroborar essa lógica capitalista que exige essa segregação de classes sociais ou simplesmente por omissão. O fato é: Eu poderia fazer alguma coisa sim! Eu poderia fazer a diferença não apenas como jornalista, mas como disse Gandhi, Jesus e muitos outros, eu posso ser essa diferença que espero para o mundo.
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14 de fevereiro de 2009

Cristãos?

Afinal, quem detém a verdade, será que alguém ou alguma instituição um dia vai poder dizer que a possui? Nunca!

Já falei sobre verdade aqui no blog e ela é muito mais do que alguns pensam, aliás, ela é muito mais que posicionamentos, ideologias e convicções, a verdade é vida e nada mais que isso.

Observo as religiões, todas brigando e disputando o título de "Donas da Verdade", pura ilusão. Fico triste, ou melhor, fico com muita raiva e percebo nada mais que um grande jogo de interesses, parece que brigam por um prêmio, o de mais "santo". Mas acho que vão levar o prêmio "egoísta do ano".

Por incrível que pareça, aqueles que se dizem representantes de Deus, olham somente para seus próprios umbigos, deixando a “vontade” desse mesmo Deus em segundo plano, isso é uma vergonha.

Lembra do texto bíblico que faz referencia a parábola do joio e o trigo? Por favor, alguém me diga onde está o trigo e onde está o joio afinal de contas? Muitas vezes eles estão bem juntinhos nas igrejas, mas, por outro lado, o trigo também pode está lá fora, bem longe das igrejas. O que parece é que já está incutido na mente dos religiosos: O trigo somente está na igreja e por vezes acompanhado do joio, mas nunca trigo fora da igreja. É mais ou menos assim: Para ser trazer consigo a verdade não basta "crer na salvação em Cristo" ( é assim que eles, enchendo a boca, falam), tem que de quebra ser evangélico, católico, judeu etc, etc, etc.

Quantas vezes ouvi pastores perguntando na igreja __"Ainda há alguém aqui que não é evangélico?" Como se isso fosse o bastante.

Os católicos embriagados com sua loucura dizem: "Salvação só na Igreja Católica Apostólica Romana”. Os evangélicos em seus delírios dizem: ”Não queremos que as pessoas mudem de religião”, contudo, se você não for evangélico é olhado como um párea. Quanta hipocrisia. Nunca ouvi falar que Jesus( que sendo Judeu foi o “centro” das principais religiões ocidentais) tenha agido assim.

Eles dizem que "isso" tá errado que "aquilo" é pecado, mas não mostram nenhuma saída a não ser a opressão e discriminação. Que tipo de crença é essa que não agrega, só separa, machuca corações sedentos, que crença religiosa é essa que não ama, que se baseia somente em interesses que não impulsionam à vida e que, pelo contrario, faz questão de negá-la?

Quando um padrão moral(retrógado por sinal) é mais importante que os indivíduos e suas particularidades e mais ainda, quando é imposto de maneira implacável, significa fadar indivíduos a morte. Uma morte em vida. Uma morte para si mesmo.
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12 de fevereiro de 2009

Crise provoca 'temor das férias' entre trabalhadores

“Em meio à turbulência gerada pela crise financeira internacional, com informações sobre demissões em diversas áreas, trabalhadores relatam temer entrar em férias com receio de perder o emprego ao retornar”

A matéria que li no G1 trás esse título, embora tente nos mostrar que não, é claro que há, atualmente, relação entre férias e demissão,dizer que não é puro engano. Na verdade acho que esta relação realmente existe.
Esse medo está relacionado com o afastar-se da empresa que lhe assegura um salário no fim do mês, ou seja, não é que o período de férias traga consigo a demissão, mas o estar distante trás uma sensação de desligamento de desinformação, de está alheio aos acontecimentos de dentro da empresa, não estar à pá já justifica o temor do desemprego.

O trabalhador assalariado não está com medo de juros altos, de alta no preço da cesta básica, queda no preço de ações, etc. Afinal, ele se vira, não é assim que tem sido a vida inteira?

O problema é, sem sombra de dúvidas, a iminência de ficar sem emprego. Aí não tem como “apertar o cinto”, a coisa realmente fica “preta”. Neste caso o que está em jogo não é a escola, o lazer, o carro novo no fim do ano ou outra coisa deste tipo, o que está em “cheque” é a sobrevivência, do trabalhador e de sua família.
É claro que as medidas que o governo vem tomando para “conter” a crise são muito importantes, mas é preciso criar no trabalhador a sensação de segurança. Ele não pode ter a impressão de que pode estar no olho da rua a qualquer momento. Assim não há consumo, ao contrario, o trabalhador vai poupar, e assim o ciclo da produção e consumo que alavanca a economia de qualquer país não vai se completar, gerando, de fato, o desemprego.

Aliás, o povo não quer só emprego, o que o povo não quer é ter medo. O trabalho a gente consegue.
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1 de fevereiro de 2009

Israel "mata" aula e não aprende lição

Crueldade é pouco para classificar a nova arma de Israel contra os palestinos.


Depois das armas de fósforo que atingiram áreas residenciais, escolas e hospitais, depois das munições que continham urânio empobrecido que tinham como alvo a população de Gaza, crianças inclusive, Israel inova, mais uma vez, agora conta com um novo brinquedinho, presente dos Estados Unidos, estou falando dos flechettes.


 

Essa nova e até então desconhecida arma é uma bomba de 120mm que é disparada por tanques, elas carregam em seu bojo aproximadamente 8 mil dardos de metal medindo 4cm cada. As bombas explodem no ar, os dardos são lançados em todas as direções numa área de 300 metros e atingem qualquer infeliz dentro dessa área, inocente ou não, adulto, criança, homem ou mulher, ela não escolhe o alvo, mata e pronto. Imagine. 4 cm de metal denso e quente enterrado em várias partes do seu corpo. A dor deve ser terrível.

Um povo que conhece de perto o significado da palavra crueldade(Holocausto), agora, ignora e joga no lixo sua história, deixa de lado as lições que o tempo lhes deu e como cegos, obstinados e sedentos por sangue, assassinam em nome de ideais corrompidos pela soberba e pelo poder do capital.


 

Na escola chamada holocausto, Israel "matou" aula e parece que a única lição aprendida foi, tão somente a crueldade e, assim como os Generais pretendiam eliminar os Judeus, Israel, com ímpeto, se empenha em varrer do mapa a palestina.

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28 de janeiro de 2009

Leia também: Que dureza...

NON-STOP: Que dureza...
Por incrível que pareça ainda existem pessoas que acham que as notícias são sempre imparciais e dignas de credibilidade, sejam elas veiculadas por jornais, revistas, ou noticiários de TV. Mas só bastam dois ou três neurônios para saber que a notícia não passa de uma versão dos fatos. As produções jornalísticas dependem de muitos fatores, como por exemplo, a linha editorial do veiculo de comunicação onde a notícia foi produzida, das condições de trabalho a qual o jornalista foi submetido, o tempo que ele teve para escrever a notícia, as pré-noções do próprio jornalista e muito mais.(leia mais)
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25 de janeiro de 2009

A Casa

Aquela floresta era, para ele, como uma casa, cheia de árvores daquelas enormes mesmo. Lá em cima, bem no alto, nas copas das árvores mais altas, é que ele se sentia melhor. Ele brincava, encontrava o que comer, pulava pra lá e prá cá, fazia festa com seus irmãos, aliás, a vida era como uma grande festa, muito mais, FELICIDADE, a vida era boa, engraçada, divertida, em fim, era a vida que qualquer um pediria a Deus.


Não tinha
preocupação alguma, a não ser com a hora do seu cochilo à tardinha, escolhia um galho bem forte numa árvore dessas que dão muita sobra e, tudo certo, fazia dela seu teto, não tinha nada que fosse capaz de atrapalhar seu sono e ninguém podia entender como era possível alguém dormir assim, dormia como uma pedra, era praticamente como entrar em coma profundo, a árvore tinha um leve balançar e dormir nela, era como se alguém o ninasse. Não acordava antes da hora do jantar.


Sua mãe nunca o deixou escapar de suas vistas, ele não entendia, mas ela sempre repetia:
__ Meu filho, é porque, lá em baixo é perigoso, na parte baixa, longe de casa, não posso te proteger.
Curioso que só ele, tinha que saber o que havia de tão diferente lá, longe do olhar de sua mãe, no chão. Desceu, galho por galho, pronto. Ninguém podia vê-lo agora, nem mesmo sua mãe.


Tudo era diferente, barulhento, homens pra lá e pra cá, árvores cortadas e empilhadas no chão. Fumaça. Viu que havia uma fogueirinha se esvaindo, quase apagando com homens ao redor, comendo, bebendo e dando risadas. Tudo era tão estranho, começou a ficar assustado, deu dois passos pra trás, tropeçou num homem que tentava dormir na varanda de uma cabana, em uma rede, se virou com rapidez, se livrou de um pedaço de pau jogado por um dos homens que estava à beira da fogueirinha. Ufa!


Lá de cima, já a salvo em um dos galhos, ainda com o coração acelerado, começou a entender porque sua mãe o protegia tanto, na verdade viu que era melhor ficar em casa, nas copas das árvores, que não tinha parede alguma, mas dava uma segurança tremenda.


De manhã, ninguém sabia de seu pequeno passeio, e nem podia, senão sua mãe ficaria furiosa. Levantou pra fazer pipi. Banheiro?Não, era somente o final de um galho, ia tudo direto lá pra baixo, porque penico não tinha ali.


Mas sua curiosidade era tremenda, não aguentou, desceu, resolveu dá outra volta na terra dos homens, dessa vez foi mais longe, saiu do território do acampamento dos lenhadores e chegou à única rua que pode conhecer, na verdade era o inicio, uma pequena parte de uma feira. Desconfiado, deu pequenos passos inseguros, passava por baixo das barraquinhas, muita fruta, boca cheia d'água. Lembrou da comida que sua mãe fazia, não era tão apetitosa como a que ele viu ali na feira, mas era feita com muito esmero e
carinho. Tudo parecia mágico, tudo tão grande, tão apetitoso, bem mais agradável do que o que havia lá no alto das árvores. Ele ficou tão maravilhado com tudo que via e escutava. Os aromas o deixavam quase que flutuando.


Sempre que conseguia despistar sua mãe ia para lá, ficava todo o dia na rua da feira, só lembrava-se dos Bobos na hora de descer de sua árvore, já que só retornava no final do dia, horário em que eles já não estavam mais ali. Certo dia ao descer da árvore como era de costume, investigou com o olhar o acampamento dos lenhadores e notou algo diferente, não conseguiu distinguir ao certo, mas tudo parecia tão mais barulhento e intenso, não viu mais os instrumentos que sempre via. Nada de machados ou serrotes, mas as árvores continuavam caindo. Deu de ombros e partiu para a rua da feira, dessa vez foi muito mais longe que ia normalmente, tentou identificar a partir de onde era caminho desconhecido, para assim poder voltar sem mais dificuldades, notou que na lateral de uma barraquinha que vendia bananas estava escrito duas vezes o numero três e uma vês o número zero, assim seguiu.


Pois bem, conheceu tudo que havia para conhecer, visitou todos os cantinhos da feira, gostou muito, já não se assustava mais. Enquanto isso na floresta, sua família passava por maus bocados: pânico, correria, gritos e choro. Não sabia ele que no lugar dos machados e serrotes, colocaram nas mãos dos lenhadores motosserras que cortavam muito mais árvores em muito menos tempo. As duas horas que ele chegou além do que costumava chegar foi o bastante para que todas as árvores do local que ele chamava de casa fossem destruídas. Toda sua família foi morta ou levada para andar em bicicletas em circos na região. Como o arrependimento machucava seu coração.


__Por que não dei ouvidos a minha mãe, por que não fiquei aqui para proteger minha família?
Num momento tinha tudo, noutro nada. As ilusões da vida longe de sua casa foram cruéis, a vida dos homens parecia melhor, mas esses mesmos homens se mostraram maus, terminou que destruíram toda sua família, casa e por fim, sua vida.

A casa
Vinicius de Moraes /
Bardotti / Sérgio Endrigo/ Silvio Melo

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20 de janeiro de 2009

Obama no Poder

Em meio a rumores de uma potencial ameaça à cerimônia, tomou posse, hoje, dia 20, vestido com trajes a prova de balas, Barack Obama, 47 anos, nascido no Havaí, filho de mãe branca e pai negro, advogado e militante dos direitos civis e humanos, eleito com 53% dos votos, sendo o primeiro negro eleito como presidente dos Estados Unidos.
Bush deixa o governo às sapatadas como o presidente mais impopular que os Estados Unidos já tiveram. A cerimônia de posse de Obama foi marcada pela imagem da decadência republicana, com direito a cadeira de rodas e tudo (o vice de Bush estava em uma), embora a derrota tenha sido relativamente pequena (53% a 47%).

Obama eleito graças à retórica, fez ressurgir na população o velho sonho americano que, mesmo que se aproxime, talvez não seja o mesmo sonho que teve o reverendo Martin Luther King.

Toda essa euforia continua permeada com o medo que povo americano sempre teve. É o medo do diferente, da diversidade, é o que eu chamo de “jeitinho” americano de ser, um modo de viver claramente influenciado pela intolerância puritana e falso-moralista. Um povo que não aprovou as guerras de Jorge W. Bush, mas que já tem incutido como parte de sua cultura a guerra contra o que não se enquadra em seus padrões.

Em seu discurso Obama se referiu aos sacrifícios feitos no passado por ancestrais, se referiu a Bush e a atual crise vivida pelo país, reafirmou a ousadia de seus planos de governo e a necessidade de reconquistar a confiança do povo, reconheceu a importância da pluralidade dentro da democracia e a superioridade do CONSTRUIR em relação ao DESTRUIR (política de Bush).

É certo que mudanças práticas em relação a países como o Brasil, por exemplo, vão ser pequenas e ainda mais quando se fala em países africanos ou de Cuba, principalmente em se falando de países do oriente. Ele promete tirar as tropas do Iraque nos próximos seis meses, mas reforçar as que estão no Afeganistão.

O novo presidente dos EUA já tem sido vitima de muitas criticas e, agora o seu maior desafio deva ser encontrar e criar uma unidade no congresso e, a partir daí, combater a crise que assola a economia americana cujos indicativos são: Educação que não atende a demanda, saúde quase que inacessível para muitos, desemprego, crise na habitação, etc.

O fato é: não podemos negar que Obama representa para o mundo uma nova esperança, mas não podemos nos iludir e esperar grandes mudanças mundiais.

É claro que Obama no poder representa mais que o Quadragésimo quarto presidente dos EUA. Ele representa toda uma história de sofrimento e sangue na luta pela igualdade.
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Leia Também...

NON-STOP: Quem matou Hillary e Obama?

(...)A corrida eleitoral de Hillary (quando ainda estava na disputa) e Obama nos mostrou um grande salto que as minorias deram rumo à igualdade. Ela foi a primeira mulher a ter chances reais de concorrer ao cargo, enquanto o ex-senador foi o primeiro negro a disputar e vencer a corrida pela Presidência dos Estados Unidos.(leia mais...)
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17 de janeiro de 2009

NON-STOP: Meu amigo tempo:

"Posso entender que ainda estou muito longe da sabedoria. Contudo sei que para ao menos vislumbrá-la tenho que colocar minhas “verdades” à prova e isso o tempo tem me ensinado a fazer.Transformei o tempo em meu melhor amigo." (Leia mais)
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NON-STOP: Um ponto para recomeçar

Cada memória, cada hiperlink é, senão, a oportunidade do recomeço. (Leia mais)
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O Manguebeat Modernizando o Passado

No ano de 1992 começa a tomar forma na cidade de Recife, capital pernambucana um Movimento conhecido como Manguebeat. No primeiro momento esse movimento era meramente musical, que tinha como proposta fundir ritmos ditos “tradicionais” como por exemplo o maracatu, o coco, a embolada, o samba e ritmos não brasileiros como o hip hop, o funck, o roch n`rool entre outros. Mais a diante o Manguebeat ganha status de movimento social.



Os idealizadores do movimento tiveram como ponto de partida para organizar o movimento a obra do sociólogo pernambucano Josué de Castro que tinha por título “Geografia da Fome” (1961). Obra essa que em 1992 inspirou a criação do Manifesto “Caranguejos com Cérebro” fruto de uma parceria entre Chico Science e a banda Mundo Livre S/A, marcou o primeiro passo do Manguebeat como movimento social propriamente dito. Tanto o manifesto quanto os cd`s produzidos atentam para a constatação de um quadro de miséria e caoticidade no qual a cidade de Recife estaria mergulhada. Segundo o manifesto, os cidadãos estariam passando por uma espécie de “depressão crônica” ocasionada pelo caos em que a cidade estaria mergulhada. A solução segundo “Caranguejos com Cérebro”, seria “injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife”.A saída seria a criação de “idéias pop” que seriam compartilhadas com o restante do mundo através das redes mundiais de circulação como a internet.



Em 02 de fevereiro de 1997 o movimento Manguebeat perde seu criador e principal ícone. O cantor e compositor Francisco De Assis França, ou como era mais conhecido: Chico Science, ele morreu em um acidente de carro aos 30 anos, na via expressa que liga a cidade de Recife e Olinda.



Chico Science e o Movimento Manguebeat conclama-nos a ter um novo olhar em relação ao papel dos cidadãos, das expressões artísticas e culturais diante de dos males sociais que uma grande metrópole encerra em si. As letras do Manguebeat denunciam este Recife, desmascarando sua realidade e mostrando suas desigualdades, sua violência, seu descaso político, superpopulação e crescimento desordenado. É certo que esse movimento foi extremamente importante para o Brasil e em especial para os recifenses, até hoje centenas de músicos, grupos de teatro, produtores de cinema entre outras expressões artísticas buscam inspiração no Manguebeat, que continua vivo, juntando o “tradicional” e o “Novo” e proclamando a vida como sentido único.
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16 de janeiro de 2009

O vai e vem do consumo

Em um contexto pós-moderno, nós passamos a experimentar situações que provavelmente não teríamos contato se não fosse o papel da mídia em nossas vidas. Com isso a busca pela identidade se dá em um momento em que as experiências são muitas vezes vividas fora do que é habitual, e os indivíduos participam de qualquer tipo de atividade sem mesmo nunca ter tido contato real com essa determinada prática. Nessa sociedade do efêmero o que importa é o que está sendo vivido e não o que poderia estar sendo vivido. Por isso é tão fácil incutir nos indivíduos novas necessidades.



Essas necessidades precisam ser reafirmadas pelos meios de comunicação, sendo assim, de um modo geral, os usuários dos meios de comunicação buscam mais do que informação ou entretenimento, procuram, entre outras coisas, conhecer o grupo com o qual se identificam. Os programas de TV, por exemplo, procuram criar uma identidade com a qual possa se destacar, e assim, atrair atenção das pessoas que fazem parte do publico que se quer atingir. ”A cultura de massa é produzida para a massa e destinada a ela”.



Quem assiste determinado programa de TV, aquele que gosta desta ou de outra música, da mulher melancia ou da mulher melão não pode estar de maneira alguma desvinculado do capitalismo ou da questão do consumo. Através da mídia, os produtos, principalmente os relacionados à música, adquirem visibilidade. Essa visibilidade proporcionada pela mídia gera atração ou repulsa por parte do público em relação a tais produtos, mas, com os estilos de vida visíveis, a sociedade do consumo passa a vender não só produtos, mas também, juntamente com eles, o estilo de vida adaptado as novas necessidades que foram criadas na massa, essas necessidades são sempre baseadas no que é efêmero. Por isso é tão comum vermos surgir e também desaparecer novos sucessos, que, na verdade são criados para suprir as necessidades que surgem a cada dia.



Não é possível se desvincular do consumo, mas existe a possibilidade de consumir de maneira crítica, é mais ou menos como remar contra a maré, mas é o mínimo que podemos fazer.
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12 de janeiro de 2009

Quando a escolha é matar

Alheia à crescente pressão internacional por um cessar-fogo imediato, as forças israelenses pretendem intensificar ainda mais os ataques contra o Hamas. O confronto entra no 17º dia e como resultado, um enorme saldo negativo, o número de mortos no território palestino subiu para 905, com 3.950 feridos, o próximo alvo agora são os túneis na região de fronteira entre Gaza e o Egito. A carnificina vai continuar.

Desde o inicio os ataques massivos de Israel contra a Faixa de Gaza tem se traduzido em graves violações aos direitos humanos, nenhum ato nesses 17 dias de ataques brutais e sucessivos tem respaldo ou justificativas. Os ataques “seletivos” como são chamados, fizeram vitimas em universidades, escolas e lugares onde a maioria das vitimas foram civis inocentes, entre eles, crianças e, em alguns casos, várias da mesma família. Certo ou errado o alvo deveria ser o Hamas. O fato é: Os ataques seletivos não selecionam mais nada, tudo virou alvo fácil para Israel. Está no território da Palestina? Então, BUUUMMMMMMMMMMMMM.

Penso no que Deus ordenou ao Povo Eleito (Segundo a tradição judaica, Israel): Não matarás. Sei que não é o povo de Israel propriamente dito (Embora não possam se eximir da culpa) que tem feito tais ataques à Palestina, e sim o governo que os representam. Este governo escolheu matar.
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4 de janeiro de 2009

Quem quer ser virgem de novo?

A himenoplastia é a restauração do hímen, a fina membrana vaginal que se rompe normalmente durante a primeira relação sexual. Esse procedimento de trinta minutos está sendo cada vez mais procurado e para algumas mulheres Muçulmanas que vivem na Europa representa a chave para uma nova vida.

Na cultura Muçulmana não ser virgem é o mesmo que ser suja. A população Muçulmana na Europa cresce vertiginosamente e muitas jovens se vêem entre as liberdades oferecidas pela sociedade européia e as tradições profundamente enraizadas na religião Muçulmana. Nesse contexto tais mulheres provavelmente terão sua primeira relação sexual antes do casamento. Então se ela quiser se casar com um muçulmano, ela terá que “recuperar” sua virgindade.

Cada país ou religião tem sua cultura e temos que respeitá-las, mas sinceramente tenho muita dificuldade de entender e aceitar determinadas práticas culturais. Não consigo entender, por exemplo, como é possível se casar com quem você não conhece, ou quando conhece achar que o hímen é mais importante que aquela pessoa de quem se gosta, ou como é possível existir culturas que mutilam suas filhas (cortam o clitóris) na intenção de evitar o adultério entre as mulheres.

Como mulheres podem aceitar esse tipo de coisa? Talvez alguém me diga que é falta de informação, ou porque não conhecem outro tipo de realidade a não ser a imposta por sua religião ou cultura. Pode até ser. Mas violência contra a mulher, seja de que tipo for não acontece somente em países com tradições fundamentalmente regidas pela religião, acontece também aqui no Brasil, bem pertinho da gente.

Assista qualquer noticiário que você vai ver matérias mostrando maridos que espancaram as esposas, ou que as assassinaram, seja por ciúmes ou qualquer outro motivo banal.

Tantas mulheres morreram na luta por seus direitos. Na revolução sexual de 1968, quando as mulheres lutaram, na França e em todo o mundo, por igualdade, direito à contracepção, aborto, etc. Tantas outras enfrentaram perseguições e muito sofrimento porque queriam diminuir a disparidade em questões salariais e empregatícias.
Dar tanta importância ao hímen é andar na contramão da história, significa regredir e, se curvar, se entregar à submissão e a intolerância do passado é no mínimo absurdo.
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Que dureza...

Por incrível que pareça ainda existem pessoas que acham que as notícias são sempre imparciais e dignas de credibilidade, sejam elas veiculadas por jornais, revistas, ou noticiários de TV. Mas só bastam dois ou três neurônios para saber que a notícia não passa de uma versão dos fatos. As produções jornalísticas dependem de muitos fatores, como por exemplo, a linha editorial do veiculo de comunicação onde a notícia foi produzida, das condições de trabalho a qual o jornalista foi submetido, o tempo que ele teve para escrever a notícia, as pré-noções do próprio jornalista e muito mais.

São tantas as situações que esses formadores de opinião passam que se torna impossível falar de todas. Para ter uma boa idéia de como a coisa fica feia para o profissional de imprensa farei um breve quadro do tipo de pressão que um jornalista pode enfrentar. Vou me deter somente aos casos de violência contra os profissionais de jornalismo, ok?

Há alguns anos o México tem sido considerado o país mais perigoso para Jornalistas desempenharem sua profissão. Segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) 7 jornalistas já foram mortos só em 2008. Nesse país existem verdadeiras guerras entre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas do tráfico de drogas para os Estados Unidos e quem de alguma maneira se coloca no caminho desses cartéis termina morto mesmo.

Já no Brasil quem não se lembra do assassinato do Jornalista Tim Lopes? E ainda em 2008, o episódio vivido por uma equipe de repórteres do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que, instalados na favela do Batan, Realengo, onde investigavam a atuação das milícias que agem no local, foram seqüestrados, torturados e mantidos em cárcere privado. Ou no Iraque onde um grupo de homens armados seqüestrou um repórter britânico da CBS e seu intérprete iraquiano na cidade de Basra, cerca de 590 quilômetros ao sul de Bagdá.

Estes são alguns dos acontecimentos que o jornalista está suscetível. E aí, deu para perceber como é forte a pressão que esse tipo de profissional pode sofrer? Diante desse quadro será que alguém ainda ache que a notícia é realmente imparcial, que não sofre nenhum tipo de influencia, seja influencia por parte de políticos, donos de veículos de comunicação, cartéis de traficantes, milícias, fator tempo etc.?Tire suas próprias conclusões.
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2 de janeiro de 2009

Sucesso

Na visão da grande maioria ter sucesso é vencer e, ainda mais, vencer sempre. E às vezes quando obtenho vitória em alguma investida na minha vida, eu me pergunto se vencer é suficiente, ou se essa palavra realmente significa ter sucesso.

Para mim sucesso, não é ser um vencedor, é muito mais que isso... Ter sucesso é:
Às vezes perder e assim descobrir quem realmente está do meu lado. É ter a glória de chorar. É ter a oportunidade de pedir perdão e assim o fazer. Ter a grandeza de perdoar alguém. É correr o risco de chorar quando me deixo cativar por outro. É não conseguir terminar algo que comecei e não me culpar ou me martirizar por isso. Amar sem pedir nada em troca ou até mesmo quando não sou amado também.

A vida nos mostra que perder às vezes é sinônimo de sucesso assim como vencer outras vezes assume tal papel. Na verdade sucesso me parece ser uma linha tênue entre o vencer e o perder. Sendo assim, a partir de hoje não quero ser apenas mais um vencedor, quero perder de vez em quando. Não quero viver no lema do “vencer ou vencer” nem quero participar dessa grande competição pregada pela vida pós-moderna. Quero perder, quero chorar, quero ser perdoado, quero errar... Quando conseguir fazer tudo isso sem culpa ou vergonha, poderei ter a certeza de que descobri o verdadeiro significado da palavra SUCESSO.

Ser um ser humano comum como qualquer outro: falho, imperfeito, vulnerável. Sem, contudo, deixar de sonhar ou abandonar a sinceridade é minha meta para 2009.
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1 de janeiro de 2009

Quem matou Hillary e Obama?

No início do ano passado, o artista plástico Yazmani Arboleda apresentou na cidade de Nova York as exposições "O assassinato de Barack Obama" e "O Assassinato de Hillary Clinton". A exposição era composta por fotografias, pinturas e instalações tridimensionais de teor bastante ousado que continham referências a episódios como aquele onde Clinton e a estagiaria Lewinsky protagonizavam momentos picantes, além de uma obra que mostrava um grande pênis negro com o nome de Obama. Para o artista a exposição não era agressiva e não justificava tanta revolta. Depois de ser despejado de uma galeria, interrogado pela polícia e finalmente censurado, o artista ainda incomoda eleitores que, para ele, não entendem sua crítica. A polícia exigiu que se retirasse a palavra “assassinato” do nome das mostras. E assim ele o fez.

Será que toda essa polêmica que envolve essas mostras tem raízes somente no puritanismo americano, ou será que os Estados Unidos realmente têm medo (ou será que querem?) que eles (Obama e Hillary) sejam mortos?

A corrida eleitoral de Hillary (quando ainda estava na disputa) e Obama nos mostrou um grande salto que as minorias deram rumo à igualdade. Ela foi a primeira mulher a ter chances reais de concorrer ao cargo, enquanto o ex-senador foi o primeiro negro a disputar e vencer a corrida pela Presidência dos Estados Unidos.

Até quando o mundo tem que conviver com esse “jeitinho americano” de ser?
Esse jeitinho que é marcado pelo medo, preconceito, falso moralismo e pela segregação, que hoje é menos evidente, porém é viva.

Na verdade quem matou Hillary e Obama não foi o artista que teve sua criatividade e opinião tolhidas, mas o próprio povo americano que ainda não entendeu que o diferente também é bom, que a pluralidade é que faz uma democracia verdadeira. Onde já se viu uma democracia que censura seus artistas?

Viva a diversidade de opiniões.Viva minha opinião.Viva sua opinião.Viva a liberdade.
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